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Villa Bianchi Verdicchio dei Castelli di Jesi Classico 2009.

A casta branca Verdicchio é um símbolo na região italiana de Marche, essa cepa histórica, tem sua produção concentrada nas cidades de Castelbellino, Castelplanio, Cupramontana, Maiolati Spontini e Monte Roberto, que compõem a área denominada (DOC) Castelli di Jesi, na Província de Ancona.

Destaque da região, a vinícola Umani Ronchi surgiu como uma grande intérprete dos dois vinhos mais representativos de Marche, o Verdicchio e o Conero Rosso. Massimo Bernetti ladeado por seu filho Michael na direção dessa vinícola, tem obtido sucesso na criação de vinhos apreciados e premiados em todo o mundo. Nos últimos anos o aumento do interesse nos vinhos produzidos na região vizinha de Abruzzo, levou a família Bernetti a comprar em 2002 uma propriedade de 30 hectares na colina de Teramane. Atualmente, a empresa ocupa uma área de 200 hectares, distribuídos por 10 parcelas em separado com características únicas, respeitando e melhorando as variedades de uva em terroir de Marche e Abruzzo.

Dessa vinícola degustei o branco Villa Bianchi, varietal da uva Verdicchio. De cor amarelo-palha com tons esverdeados. Possui aroma intenso e frutado com um toque suave floral. No palato, exprime uma boa estrutura em que se encontra um típico final de amêndoas. Um vinho simples, fresco e feito para se beber jovem, típico da casta Verdicchio, em particular nesse rótulo destaco suas elegantes notas aromáticas. Harmoniza bem com carnes brancas grelhadas, frutos do mar, quiches e queijos leves. Seu preço é R$ 48,00 na Expand, valeu conhecer esse vinho por ser de uma casta e uma região pouco conhecidas entre nós.

Syrah, a uva da moda!

Fonte: Folha de São Paulo - Patrícia Jota

Junto com a Primitivo, a Syrah detém hoje a fama da uva da moda, a variedade clássica do norte do Rhône conquistou a Austrália e os produtores de vinho do Cone Sul

Em uma degustação diferente das que ocorrem normalmente, feita só para casais. A sommelière Ana Paula Oliveira, da Enoteca Fasano, avisou de cara: "Escolhi os vinhos capazes de apimentar o clima num encontro a dois", as garrafas que já tinham funcionado para ela.

Entre os tintos, um varietal do Valle del Limarí, a cerca de 400 km ao norte de Santiago, no Chile: o Maycas del Limarí Reserva Syrah 2007. Bastou um giro na taça para perceber que se tratava de um vinho denso, frutado, com toques de especiarias e café.

"É a variedade da moda", revelou a sommelière. Pop e sedutora, a Syrah parece ser mesmo a atual "queridinha" do Cone Sul. No guia "Descorchados 2011", o crítico chileno Patricio Tapia confirma: "Trata-se da nova estrela chilena e argentina, na qual todos apostam."

Essa uva pequena e de pele grossa é a sensação da Austrália há mais de meio século. A variedade tinta mais cultivada naquele país foi rebatizada de Shiraz. Os tintos de Barossa Valley são conhecidos pelo seu caráter achocolatado, mas a pimenta preta também é um "tempero" célebre da Shiraz australiana. Alguém percebeu a sugestão afrodisíaca?

E será que a Syrah do norte do Rhône, o seu terroir clássico, funcionaria em encontros românticos? Se depender do Crozes-Hermitage Les Fées Brunes 2008, produzido pelo irreverente Jean-Luc Colombo, eu diria que sim, isso se o casal em questão estiver a fim de engatar uma relação mais séria.

Finca Flichman Syrah 2009
Argentina

Empório Mercantil
Tel. (11) 3815-5393
R$ 17,50

Yellow Tail Shiraz 2010
Austrália

Sam's Club
Tel. (11) 2179-6450
R$ 31,90

Maycas del Limarí Syrah 2007
Chile

Enoteca Fasano
Tel. (11) 3074-3959
R$ 59,90

Les Fées Brunes Syrah 2008
França

Enoteca Decanter
Tel. (11) 3073-0500
R$ 89,00

Cuvée Domaine Nigri 2008.

A região do Jurançon, situada ao sudoeste da frança, tornou-se famoso quando lá foi realizado o batismo do Rei Henrique IV. Nesse local as vinhas crescem em suas encostas íngremes, as uvas recebem influências climáticas do oceano Atlântico e dos Pirinéus. Os vinicultores utilizam castas tradicionais da região, como Gros Manseng, Petit Manseng, Courbu, Camaralet de Lasseube e Lauzet.

Duas dessas castas são muito utilizadas em vinhos brancos doces, a Petit Manseng que é uma variedade clone da Manseng, é uma uva de baixo rendimento, que possui casca grossa e um ciclo de maturação muito prolongado. A outra a Gros Manseng, também clone da Manseng, tem maior rendimento, porém o vinho resultante é menos elegante e rico que o vinho feito da Petit.

Juntas essas duas castas produziram um vinho que me impressionou muito. Recentemente em uma visita a La Cave Jado, o Olivier, um dos sócios, me ofereceu o Cuvée Domaine Nigri 2008. Esse vinho branco doce é elaborado com 60% Gros Manseng, vinificada e maturada em cubas termo-reguladas e 40% Petit Manseng, vinificada e maturada em toneis de carvalho.

Possui uma coloração dourada brilhante e aroma floral, com notas de mel e um toque cítrico esplêndido. Vinho equilibrado, elegante, muito saboroso, possui grande persistência e um longo final. Permite uma harmonização muito flexível, vai bem sozinho como aperitivo ou com queijo de sabor marcante, mas fica perfeito acompanhando sobremesas do tipo colonial. Esse eu recomendo!

Duca di Salaparuta Làvico 2006.

A Nerello Mascalese é uma uva tinta italiana utilizada principalmente no Sul, Calábria e Sicília. Produz vinhos mais leves, não tão escuros, fáceis de beber, médio para pouco corpo, e bons aromas frutados. É muitas vezes, mesclada com a mais intensa Nero d'Avola e também com sua irmã, a Nerello Capuccio. Para amantes de líquidos elegantes, provar um Nerello Mascalese de estirpe é um must.

A região Centro-Leste da Sicília, nas encostas do Monte Etna, à direita do Vale de Alcântara, na cidade de Castiglione di Sicilia, estate Vajasindi, hoje uma meca para a nova geração de vinicultores italianos, possui grandes extensões com a Nerello Mascalese. Ali o solo vulcânicas e a altitude de 600 a 800 metros acima do nível do mar em conjunto com o clima frio com neve no Inverno e verão muito seco, completam o terrroir apropriado para o sucesso dessa casta.

Nerello Mascalese
É nesse local que a vinícola Duca di Salaparuta, foi fundada em 1824, possui marcas famosas como o Corvo. Conta-se uma lenda que o nobre Duca di Salaparuta não conseguia dormir em seu velho solar porque um corvo crocitava durante todas as noites. Em vão caçadores procuravam flechá-lo sem sucesso. Até que um dia por ali passou um frade que sugeriu que a mata onde se escondia o corvo fosse retirada e em seu lugar fosse estabelecida uma vinha, fazendo com que isso afugentasse o tal corvo e a tranqüilidade do solar voltasse a imperar.

Dessa famosa vinícola conheci o tinto Làvico, elaborado com 90% de Nerello Mascalese e 10% de Merlot. Esse vinho estagiou por 12 meses em barricas de carvalho. Possui cor rubi com reflexos granada. Aroma intenso e complexo, rico em notas de fruta e baunilha. Com boa estrutura, elegante, taninos domados, possui boa persistente. Em resumo um vinho gostoso e de personalidade, adequado para acompanhar pratos a base de carne vermelha e também queijos maduros.

Tannat, a grande uva tinta do Uruguai.

Por volta de 1870, o basco Pascoal Harriague levou a cepa para o Uruguai, onde ela se adaptou maravilhosamente. A Tannat é relativamente precoce e suas frutas podem ser colhidas antes das habituais chuvas que caem no fim da safra. Hoje a Tannat domina a paisagem das grandes regiões vinícolas do Uruguai, que ficam nas imediações de Montevidéu, como Canelones (de longe a mais importante e extensa), San José, Lavaleja e Florida. Há outras zonas de qualidade, como Artigas e Rivera, na fronteira com o Brasil, Paysandu e Salto, na divisa com a Argentina, entre outras, mas é grande a concentração de vinícolas nas planícies perto da capital.

É provável que as vinícolas tenham escolhido essas regiões não tanto pela qualidade das terras ou do clima, mas sim para ficar perto de seus principais clientes. O Uruguai produz perto de 95 milhões de litros, dos quais 90% são consumidos no próprio país. O Brasil é o maior importador.

A Tannat veio da França, onde não tem prestígio e costuma gerar tintos potentes, com bastante cor, tânicos, meio rústicos, dificilmente elegantes e que precisam envelhecer. No Uruguai a Tannat perde um pouco de suas arestas, fica mais amável. Mas sempre dá vinhos potentes, tânicos. Se a maturação das uvas não for correta, pode resultar em tintos potentes demais, difíceis de beber. A uva também costuma entrar em cortes com outras cepas, como a Merlot, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon.

Castas Portuguesas: Moreto e Baga.

Voltamos a série sobre as castas portuguesas, esse é o sexto post sobre o tema. Desta vez vamos falar sobre a Moreto e a Baga.

Moreto












A casta Moreto é característica da zona do Alentejo, sendo bastante cultivada nas zonas de Reguengos, Redondo e Granja-Amareleja. Pensa-se que terá sido introduzida na região, por volta do século XIX, quando se assistiu a um grande desenvolvimento da viticultura no Alentejo. Esta casta apresenta cachos de tamanho pequeno e bagos de tamanho médio e arredondados. É uma casta bastante produtiva e de maturação tardia. Os vinhos produzidos com a casta Moreto são normalmente pouco encorpados e apresentam pouca cor, por isso é utilizada em vinhos de lote. Normalmente é lotada com as castas Trincadeira, Aragonez e Tinta Caiada.

Baga











A Baga é a casta tinta predominante da Bairrada, sendo também cultivada no Dão, Estremadura e em algumas zonas do Ribatejo. É uma casta de elevada produção, com cachos de bagos pequenos e de maturação tardia. Em solos argilosos e com boa exposição solar, a Baga consegue amadurecer convenientemente e produzir vinhos muito escuros, concentrados de aroma e que podem envelhecer em garrafa durante muitos anos. Em solos férteis, a maturação da casta é dificultada pela elevada produção de cachos e os vinhos que produz são pouco alcoólicos e bastante ácidos.

Promoção da casta Primitivo na WineStore.

A uva Primitivo é cultivada tradicionalmente na Itália, em especial na região sul, na Puglia. A nomenclatura dada a uva vem da palavra primo, que quer dizer primeiro e deve-se ao seu curto ciclo de maturação. A uva Zinfandel, muito popular na Califórnia, é na verdade a versão americana da uva Primitivo.

A WineStore (www.winestore.com), está com uma promoção de vários vinhos italianos da uva Primitivo, uma ótima oportunidade para que ainda não degustou vinhos dessa casta, vejam as opições abaixo:

A estratégia do oceano azul dos vinhos.

A Cabernet Sauvignon, nas uvas tintas, e a Chardonnay, nas brancas, parecem reinar absolutas nos vinhos modernos. Versáteis, as duas variedades de origem francesa se adaptam bem às condições de países como o Chile, a Itália ou a África do Sul. E, independentemente dos bons vinhos elaborados com elas em cada região, seu sucesso também resulta em certa padronização de aromas e sabores dos brancos e tintos. Nada contra, principalmente quando os vinhos são bem feitos e prazerosos ao ser provados.

Mas há vinicultores que começam a enxergar nesse mar de uvas francesas um espaço para fazer vinhos diferenciados, com as chamadas uvas nativas, autóctones de uma região ou de um país. Saem de cena uvas como a Cabernet Sauvignon, a Syrah ou a Merlot e entram a Nero d'Avola, na Sicília, e a Fiano, na Campanha. Ou a tinta Touriga Nacional e a branca Antão Vaz, em Portugal. "Há produtores apostando, cada vez mais, na maior variedade de castas frente à internacionalização das uvas e dos vinhos", diz a expert inglesa Jancis Robinson, que ostenta o cobiçado título de Master of Wine. Autora de vários livros, editou o Guia de Castas, em que lista mais de 800 nomes de uvas pelo mundo vinícola.

As uvas autóctones trazem ao vinho aromas e sabores próprios. "Se fizer um bom Cabernet, serei apenas mais um produtor no mundo a fazê-lo", diz o português Paulo Laureano. Famoso por elaborar tintos nobres, como o Mouchão, decidiu replantar os seus nove hectares de Cabernet Sauvignon, que são parte de um vinhedo com 80 hectares. No lugar, colocou a Alicante Bouschet, cepa que, apesar de francesa, não tem status no próprio país, mas resulta em vinhos de qualidade nas áreas quentes do Alentejo. É, como os lusitanos gostam de dizer, uma cepa portuguesa por adoção. "Decidimos só trabalhar com as cepas autóctones portuguesas", diz.

Em 24 de setembro será celebrado o Dia Internacional da Grenache.

A idéia de criar um dia para celebrar a Grenache, veio com o acontecimento do Primeiro Simpósio Internacional da Grenache, em junho deste ano. Mais de 250 produtores, jornalistas e comerciantes de 23 países se reuniram no Vale do Rhône, na França, para discutir e debater as principais características da variedade.

Percebendo a versatilidade da uva e sua predominância como uma das mais cultivadas no mundo, os convidados do evento decidiram criar o Dia Internacional da Grenache.

Em 24 de setembro, os países produtores de Grenache estarão realizando diversos eventos - de degustações a promoções - para celebrar, principalmente, sua volubilidade. Para introduzir as comemorações, os organizadores estão realizando uma campanha via Internet para educar restaurantes, comerciantes, sommeliers e garçons para os diversos estilos dos vinhos feitos a partir da Grenache e quais são suas harmonizações ideais.

Apesar de ser uma variedade muito cultivada no mundo, a Grenache é pouco vista nos rótulos de vinhos, pois normalmente é misturada com outras uvas. No entanto, prestigiadas regiões francesas, como Chateauneuf-du-Pape e Vale do Rhône tem na casta a sua maior tradição. Além da França, Espanha, Austrália, Itália e Estados Unidos também estão entre os maiores produtores da uva.

Fonte: Revista Adega

Castas Portuguesas: Espadeiro e Ramisco.

Voltamos a falar sobre as castas portuguesas, essa é a quinta parte sobre o tema. Desta vez vamos falar sobre a Espadeiro e a Ramisco.

Espadeiro

A casta Espadeiro é cultivada a região dos vinhos verdes e produz vinho muito apreciado na região. Pode adotar outras denominações de acordo com o local onde é cultivada: Espadão, Espadal, entre outras designações. Esta casta é muito produtiva e apresenta cachos de grande dimensão, compactos e constituídos por bagos médios e uniformes. Os vinhos produzidos com esta casta são acídulos e de cor rosada clara ou rubi muito aberta (quando submetidos ao processo de curtimenta prolongada). Algumas adegas produzem vinho rosê a partir da casta Espadeiro.


Ramisco
A casta Ramisco é característica da zona de Colares. O seu cultivo é muito peculiar e trabalhoso, uma vez que esta casta é plantada em "chão de areia" e sem porta-enxertos ("pé-franco"). As vinhas situam-se muito próximas do mar e numa zona próxima de grandes cidades, por isso a pressão urbanística, a falta de mão-de-obra e a fraca rentabilidade do cultivo quase extinguiram esta casta. A casta Ramisco tem uma maturação tardia. Os seus cachos são médios e compactos constituídos por bagos pequenos e arredondados. Os vinhos têm uma gradação alcoólica relativamente baixa (por volta dos 11º), acidez elevada e taninos intensos. Porém, depois de envelhecerem em garrafa, tornam-se mais suaves e muito aromáticos.

Castas Portuguesas: Jaen e Touriga Franca.

Vamos para a quarta parte dos posts sobre castas portuguesas, dessa vez estão presentes a Jaen e a popular Touriga Franca.


Jaen

A casta Jaen é cultivada em terras lusas desde a segunda metade do século XIX. É uma casta muito comum no Dão e pensa-se que terá sido trazida para a região através dos peregrinos que rumavam a Santiago de Compostela. A Jaen além de produzir generosamente é também uma casta de maturação precoce. É bastante sensível ao míldio e à prodridão. Os vinhos produzidos a partir da casta Jaen são essencialmente caracterizados pela sua cor intensa, baixa acidez e aromas intensos a frutos vermelhos.


Touriga Franca

A Touriga Franca é uma das castas mais plantadas na zona do Douro e Trás-os-Montes. É considerada umas das melhores castas para a produção de vinho do Porto e do Douro, mas o seu cultivo já foi alargado para as regiões da Bairrada, Ribatejo, Setúbal ou Estremadura. A Touriga Franca tem produções regulares ao longo do ano e é bastante resistente a doenças. Os seus cachos são médios ou grandes com bagos médios e arredondados. Os vinhos produzidos por esta casta têm uma cor intensa e são bastante frutados. No vinho do Porto, a Touriga Franca integra os lotes com a Tinta Roriz e a Touriga Nacional

Castas Portuguesas: Castelão e Tinto Cão.

Na terceira parte dos posts sobre castas portuguesas, comentarei sobre duas que só tiveram mais exposição ao mundo após os anos 80, a Castelão hoje muito popular no Brasil através do famoso vinho Periquita e a Tinto Cão presente em muitos cortes famosos portugueses.


Castelão

A Castelão é uma das castas mais cultivadas no sul de Portugal, particularmente na zona da Península de Setúbal. Ao longo do tempo já teve várias denominações: João de Santarém, Castelão Francês e o popularmente divulgado Periquita. A Castelão desenvolve-se melhor em climas quentes e solos arenosos e secos, pois quando é plantada em solos unidos e férteis produz vinhos de fraca qualidade. Os vinhos produzidos pela Castelão são concentrados, aromáticos (framboesa e groselha) e com boas condições para envelhecer. A região da Península de Setúbal produz os melhores vinhos desta casta.


Tinto Cão

A casta Tinto Cão é cultivada na zona do Douro desde o século XVIII, contudo como era pouco produtiva nunca foi muito apreciada pelos agricultores. Por volta dos anos 80 descobriu-se que a Tinto Cão possui ótimas características para a produção de vinho do Porto. O cultivo desta casta alargou-se a outras regiões, como o Dão, Estremadura e Península de Setúbal, onde existe em pequenas quantidades. A Tinto Cão possui cachos muito pequenos e de maturação tardia. É muito resistente a doenças e à podridão, além de suportar temperaturas muito elevadas. A casta Tinto Cão participa frequentemente de cortes com as castas Touriga Nacional, Aragonez, entre outras. Produz vinhos de carregados de cor e de aromas delicados e florais.

Fonte: Infovini

Castas Portuguesas: Touriga Nacional e Alfrocheiro.

Dando sequência aos posts sobre as castas portuguesas, segue abaixo um breve comentário sobre mais duas castas muito importantes na produção de vinhos portugueses.


Touriga Nacional

A Touriga Nacional é uma casta nobre e muito apreciada em Portugal. Inicialmente cultivada na região do Dão, rapidamente foi expandida à zona do Douro para ser utilizada na produção de vinho do Porto. Recentemente, os produtores descobriram o valor da Touriga Nacional na produção de vinhos de mesa tintos e o seu cultivo foi alargado para outras regiões como o Alentejo. É uma casta de pouca produção: possui cachos abundantes, mas pequenos. Os bagos têm uma elevada concentração de açúcar, cor e aromas. Os vinhos produzidos ou misturados com a casta Touriga Nacional são bastante equilibrados, alcoólicos e com boa capacidade de envelhecimento.


Alfrocheiro
É na região do Dão que a casta Alfrocheiro tem maior expressão. Presente em muitos dos vinhos da região, é considerada uma casta de elevada qualidade por vários enólogos. O cultivo desta casta, também conhecida por Alfrocheiro Preto na zona do Douro, estendeu-se com sucesso às regiões do Alentejo, Ribatejo e à zona de Palmela. A casta Alfrocheiro é bastante fértil, daí a necessidade de controlar a sua produção, para que os bagos não percam qualidades, como a cor. É também importante controlar a vindima desta casta, pois apresenta uma maturação precoce e é bastante suscetível a doenças como a podridão. Esta casta produz vinhos de cor muito intensa e com aromas que recordam flores silvestres, amoras maduras e especiarias.

Fonte: Infovini

Castas Portuguesas: Aragonez e Trincadeira.

Ultimamente tenho focado bastante na degustação de vinhos portugueses, o que tem sido muito prazeroso, nem preciso falar da qualidade dos vinhos portugueses, país que possui uma vasta variedade de uvas. Pretendo fazer alguns post falando um pouquinho das características dessa enorme variedade. Vamos às duas primeiras.


Aragonez

A Aragonez é uma das castas mais conhecidas da Península Ibérica. Originária de Espanha, onde toma o nome de "Tempranillo", é também conhecida por Tinta Roriz na região do Douro. É uma casta muito adaptável a diferentes climas e solos, por isso o seu cultivo tem aumentado e alargado para as regiões do Dão, Ribatejo e Estremadura. Para as características da casta Aragonez serem excelentes, a sua produção tem de ser controlada. As condições ideais são solos arenosos e argilo-calcários em climas quentes e secos, para que a produção seja menor e os bagos mais concentrados. Esta casta origina vinhos de elevado teor alcoólico, de baixa acidez e indicados para envelhecer, sendo muito resistentes à oxidação.


Trincadeira

A Trincadeira é uma casta especialmente cultivada nas regiões do Alentejo e do Douro (onde é designada por Tinta Amarela). É uma casta que apresenta cachos médios e compactos e bagos médios e arredondados. É sensível às doenças e à podridão (se os bagos apanharem chuva apodrecem facilmente), por isso desenvolve-se melhor em climas secos e muito quentes. Os vinhos produzidos são ricos em cor e aromas (especialmente frutados e vegetais), ligeiramente alcoólicos e com boas condições para o envelhecimento.

Fonte: Infovini

Flor D`Englora 2006, um corte em que a Grenache predomina.

A origem da uva Grenache está intimamente ligada ao Mediterrâneo. Sua terra natal é a Espanha, mais precisamente a região litorânea da Cataluña. Por conta disso, a Grenache também é conhecida pelo seu nome espanhol, Garnacha ou Garnacha Tinta. Ainda recebe o nome de Cannonau na Córsega e na Sardenha. É uma das castas viníferas mais cultivada no mundo, mas normalmente se apresenta em corte e não varietal.

Um bom exemplo dessa uva é o vinho espanhol Flor D`Englora 2006, produzido pelo Cellers de Baronia del Montsant, seu corte é de 63% Grenache, 32% Carignen, 2% Merlot, 2% Syrah e 1% Ull d'llebre. De cor púrpura, aroma de frutas negras, apresenta excelente equilíbrio e um final de boca prolongado. Temos que destacar que esse vinho levou 92 pontos de Robert Parker, acho que não era para tanto, mas quem sou eu para contestar Parker.

Podemos dizer que se trata de um vinho diferente, gostoso, muito leve e fácil de agradar, ótimo para ser servido, por exemplo, em um coquetel! Encontrei esse vinho na Grand Cru (www.grandcru.com.br) por R$ 52,00, um pouquinho acima do ”teto” do blog, mas mesmo assim achei que merecia um post aqui!

Pata Negra Gran Reserva, um Tempranillo muito bom!

Para mim a Tempranillo é a segunda casta que mais aprecio, atrás apenas da Cabernet Sauvignon. São com essas duas castas que encontrei os melhores “vinhos bons e baratos” que conheço.

A Tempranillo é a grande uva ibérica, encontrada principalmente na Espanha e em Portugal, países onde recebe vários nomes diferentes e produz vinhos maravilhosos. Ela é a principal responsável pelos grandes tintos da Rioja, Ribera del Duero e Toro, entre outras regiões espanholas, em Portugal é bastante presente no Douro, onde é chamada de Tinta Roriz e no Alentejo com o nome de Aragonês. Produz tintos encorpados e de boa estrutura, muito saborosos, perfeitos para envelhecimento em carvalho, com coloração intensa, um ótimo aroma e retrogosto bastante longo (fonte: Mistral).

Um grande exemplo dessa uva é sem dúvida o Pata Negra Gran Reserva da Bodegas Los Llanos. Esse vinho apresenta cor rubi intensa com reflexos vermelho tijolo, o aroma é dominado principalmente pelas frutas vermelhas e notas marcantes de madeira, acidez perfeita, taninos maduros, muito bem equilibrado e sedoso com um final de boca prolongado.

Sem dúvida um vinho muito especial, já o servi e várias reuniões de amigos e sempre o resultado foi de muitos elogios, ele harmoniza muito bem com diversos tipos de queijos e também com frios a base de carne, como o presunto Parma, o pastrami, salame entre outros, ou seja, quer fazer bonito em uma reunião de amigos, vai de Pata Negra Gran Reserva que não terá erro!

Encontrei essa garrafa em oferta no Pão de Açúcar por R$ 42,00, mas seu preço médio por aí é R$ 49,00, sem dúvida um grande exemplo de “vinho bom e barato”.

Algumas castas tintas portuguesas.

Aragonês/Tinta Roriz: casta tinta de grande nobreza e de extraordinária qualidade, para atestar esse fato, essa uva marcar presença em dois vinhos míticos produzidos na Península Ibérica: o português Barca Velha e o espanhol Vega Sicilia. Com a designação Aragonês, já é conhecida e cultivada há séculos nas terras do Alentejo. Em bons anos, produz vinhos encorpados e muito aromáticos. Os aromas da casta, finos e elegantes, sugerem pimenta e flores silvestres. Tem boa capacidade produtiva e é indispensável na elaboração de vinhos do Porto de qualidade. A produção de vinhos varietais, tem dado bons resultados, designadamente na região do Dão.

Castelão: a casta tinta mais cultivada em Portugal. Tem um grande poder de adaptação a diferentes condições climáticas, o que lhe dá uma notável versatilidade e permite aos enólogos elaborar vinhos muito distintos, poderosos e intensos tintos de guarda. Adapta-se melhor às terras da Península de Setúbal, de onde saem os vinhos mais carnudos e intensos, com aromas de frutos vermelhos e plantas silvestres, que se integram bem com a madeira de carvalho francês.


Touriga Franca: mais conhecida por Touriga Francesa, é a casta tinta mais cultivada na região onde se produzem os vinhos do Douro e do Porto. Amiga do viticultor, é de cultivo fácil, pouco sujeita a doenças e tem boa capacidade produtiva. Apresenta aromas finos e intensos, com notas de frutos pretos e flores silvestres, a que se juntam um bom corpo e cor. É uma das castas utilizadas na elaboração dos vinhos generosos durienses, associada a outras castas nobres da região, como a Tinta Roriz e a Touriga Nacional. Mas tem também capacidade para se afirmar por si só, como provam algumas experiências bem sucedidas de vinhos varietais.

Touriga Nacional: foi, em tempos atrás, a casta dominante na região do Dão e a responsável quase exclusiva pela fama dos seus vinhos. É, hoje, uma das mais utilizadas no Douro e tida como uma das mais nobres castas tintas portuguesas. A Touriga Nacional dá vinhos encorpados, poderosos e com excepcionais qualidades aromáticas. Tem frequentemente notas de amora, mirtilo, esteva e rosmaninho. Sua fama tem vindo a espalhá-la por quase todas as regiões vitícolas, do extremo Norte até ao Algarve, despertou também a curiosidade de viticultores estrangeiros. Envelhece bem e ganha em complexidade aromática com estágio em madeira de carvalho.

Trincadeira/Tinta Amarela: uma das castas portuguesas mais espalhadas pelo território. As suas qualidades revelam-se, contudo, em zonas quentes, secas e de grande luminosidade, adaptando-se muito bem ao interior alentejano. É uma casta difícil, de produtividade irregular e muito suscetível a bolores nefastos, mas, nos melhores anos, dá origem a grandes vinhos. Tem uma excelente acidez, taninos suaves e abundantes e aromas intensos de ameixa e amora, resultando em vinhos elegantes e equilibrados. No corte da Trincadeira com outras castas, como a Aragonês ou a Touriga Nacional no Douro, resultam vinhos de grande qualidade.
Fonte: Vini Portugal e Ministério da Agricultura de Portugal

Rocca Sangiovese Rubicone 2006, um vinho bem acessível.

A uva Sangiovese apesar de não ser uma uva difícil de ser cultivada, não se espalhou pelo mundo como as uvas francesas. Portanto, continua uma uva típica italiana. Permanece essencialmente na região central da Italia. Está fortemente associada à Toscana, onde é a base de tintos tradicionais como o Chianti (no qual aparece misturada com outras variedades como a Canaiolo e Malvasia Nera) e o Brunello di Montalcino, onde aparece sozinha, porém com o nome de Sangiovese Grosso. O nome significa o sangue de Júpiter. É uma cepa de amadurecimento tardio, bem ácida, tânica e frutada. Com a prática de se colocar o nome varietal no rótulo, pode-se encontrar muitos produtores fabricando vinhos Sangiovese de qualidade muito variável. Tem-se feito também vinhos IGT (indicaçao geográfica típica), que justamente o caso desse vinho que vamos comentar a segui.

O Rocca Sangiovese Rubicone tem cor rubi brilhante com reflexos púrpura. Aroma de frutas silvestres, cerejas e um toque de ervas. O paladar é fresco de acidez viva, mas agradável. Corpo médio. Taninos macios. Podemos dizer que se trata de um vinho light, desses fáceis de beber, não empolga, mas não faz feio. Seu preço é baratinho, R$ 18,00, um vinho extremamente acessível.

Algumas castas brancas portuguesas.

Alvarinho: casta antiga e de qualidade excepcional, responsável pela merecida fama dos vinhos brancos varietais produzidos na região do Vinho Verde, mais precisamente nas regiões de Monção e Melgaço. Tem um perfil floral e frutado muito característico, com notas de tília, erva-cidreira, madressilva, pêssego, toranja e maçã, tudo muito bem casado com a elevada acidez típica dos brancos frescos do Noroeste da Península Ibérica. Produz vinhos equilibrados, com boa estrutura e teor alcoólico. As suas qualidades são “exportadas” para outras regiões mais a Sul, casos de Setúbal e da Estremadura.

Arinto / Pedernã: uma das castas portuguesas mais antigas e de grande tradição, especialmente na região de Bucelas. Encontra-se difundida na maioria das regiões vitivinícolas, uma vez que uma das suas características é a capacidade de adaptação a diferentes terrenos e climas. A Arinto, que na região dos Vinhos Verdes é conhecida por Pedernã, tem na boa acidez um dos seus maiores trunfos, que se junta a uma estrutura de qualidade e um toque aveludado. O aroma é relativamente discreto, sobressaindo notas minerais, de maçã verde e limão. Casta de grande nobreza, produz vinhos que evoluem muito bem em garrafa, ganhando elegância e complexidade.

Encruzado: é considerada por alguns enólogos uma das grandes castas portuguesas, capaz de dar origem a excelentes vinhos brancos. É cultivada quase exclusivamente na região do Dão e requer particulares cuidados e atenções para que dela se possa extrair os seus melhores aromas. Bem tratada, resulta em vinhos elegantes e complexos, com sugestões aromáticas minerais, de pimentão verde, rosas, violetas e citrinos. O tempo dá-lhe aromas e sabores de avelã e com fermentação em barricas de carvalho, sobressaem aromas de baunilha e uma boa envolvência e untuosidade na boca. A sua nobreza proporciona vinhos de grande longevidade, evoluindo bem durante décadas.

Fernão Pires/Maria Gomes: uma das castas portuguesas mais antigas e, de longe, a mais cultivada das castas brancas. Está espalhada por praticamente todas as regiões vitícolas, com destaque para o Ribatejo e a Bairrada, onde é mais conhecida por Maria Gomes. De grande capacidade produtiva, é também uma casta polémica, havendo quem a critique por dar vinhos demasiado planos, por falta de acidez, e de estar muito sujeita à oxidação. Mas, com o mesmo vigor, gabam-lhe os extraordinários dotes aromáticos e a capacidade de proporcionar a obtenção de vinhos distintos e de forte personalidade. Apresenta aromas cítricos maduros e notas de mimosa, tília e laranjeira, integrando-se na família de castas aromáticas como o Alvarinho, o Loureiro e o Moscatel.

Loureiro: cultivada sobretudo no Alto Minho, em terras do vale do Lima, é uma casta com um longo histórico e uma das principais responsáveis, nas últimas décadas, pela afirmação dos vinhos verdes brancos. Aromaticamente exuberante, há quem a considere, a par do Moscatel, a mais perfumada das castas portuguesas, sugerindo loureiro (e daí lhe virá o nome), tília, acácia, laranja e pêssego. Tal como acontece com o Alvarinho, o Loureiro é uma casta de grande tipicidade, usada também em vinhos de casta única. As suas excepcionais qualidades aromáticas constroem, com outras uvas da região, alguns dos melhores vinhos brancos portugueses.
Fonte: Vini Portugal e Ministério da Agricultura de Portugal

Conhecendo as uvas: Merlot

Associada sempre às regiões bordalesas de Saint Emilion e Pomerol, onde dá origem ao Pétrus, o maior ícone desta cepa. É a mais cultivada em Bordeaux, com quase o dobro de hectares que a Cabernet Sauvignon.

Usada em cortes ou varietais de grande sucesso, sua popularidade é crescente, por ser menos tânica, com a acidez ligeiramente menor e de textura mais aveludada do que a Cabernet Sauvignon. Amadurece de uma a duas semanas antes dela e se adapta bem a regiões mais frias ou úmidas, como norte da Itália, sul do Brasil ou Nova Zelândia. É muito difundida em todo o mundo e tem presença importante no cone sul, notadamente no Chile. Seus aromas típicos são ameixa, cereja preta, chocolate e ervas.