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Camigliano Chianti Colli Senesi 2010.

 
Chianti o vinho mais famosos da Itália, produzido na região da Toscana com a uva Sangiovese (predominante). O Chianti não é exatamente um vinho de guarda mas pode manter suas características por anos desde que bem armazenado. Alguns deles são produzidos sob DOCG (Denominazione d'Origine Controlatta e Garantita), no entanto, nem sempre é uma garantia de qualidade.

Há uma lenda interessante envolvendo os vinhos Chianti: Em meados do século XVII, as disputas políticas envolvendo as cidades de Siena e Firenze (Florença) quanto à extensão territorial de cada uma alcançaram também a denominação dos vinhos Chianti. A fim de resolver essa questão, foi proposta a realização de uma prova para a delimitação das fronteiras. A prova, uma corrida, envolveria um cavaleiro de cada cidade que deveria sair em direção à outra assim que o galo cantasse na alvorada. A fronteira seria o ponto onde eles se encontrassem. Acertado isso, o povo de Siena elegeu um galo bonito, jovem, bem nutrido para cantar na alvorada enquanto que o povo de Firenze escolheu um galo negro, magro e mal alimentado. É claro que o galo de Firenze acordou mais cedo, pois tinha fome, e cantou antes do galo de Siena fazendo com o que o cavaleiro de Firenze tivesse boa vantagem. Essa vantagem fez com que os cavaleiros se encontrassem já bem perto de Siena e, como consequência, a cidade de Firenze conquistou um território maior que a vizinha. Dizem que essa disputa também levou para Firenze a exclusividade do nome Chianti que é representada nas garrafas por um galo negro.

Comprado pelo empresário Walter Ghezzi em 1957, a Camigliano foi direcionada para a produção de vinhos de alta qualidade, especialmente o Brunello di Montalcino. Possui um total de 90 hectares de vinha, dos quais 50 hectares para a produção de Brunello (180 mil garrafas), o restante geram outro vinhos muito bons como o Rosso di Montalcino e o Chianti.

O Chianti Colli Senesi da Camigliano, possui cor rubi brilhante, com aromas de frutas vermelhas frescas, intenso e bastante típico. É caracterizado por uma elevada e agradável acidez, baixa adstringência, e corpo médio-leve, que pede acompanhamento de refeições leves como massas com molho vermelho e pizzas a base de queijos. Encontrei esse vinho por R$ 51,00, barato para um bom Chianti como esse!

Bolla e Corvo, os heróis da resistência!

Quem é um pouquinho mais velho, certamente se lembrará dos anos em que os produtos importados, de um modo geral, ainda eram escassos no Brasil. As ofertas de vinhos eram muito restritas, nos anos 80 os famosos vinhos alemães Liebfraumilch, aquele das garrafas azuis reinavam, mesmo tendo uma qualidade pra lá de duvidosa, pois é, em terra de cego quem tem um olho é rei! Os vinhos nacionais também eram bem simplesinho, opções como Forestier e Almadem eram muito populares.

Mas me lembro que dois vinhos italianos também muito famosos e que sobreviveram em nosso mercado, pois eram das raras boas opções que tínhamos. O Bolla de Valpolicella e o Covo de Salaparuta, esses eram verdadeiros “craques” nesses anos de “vacas magras” para o vinho no Brasil.

Evidentemente, hoje eles são opções simples diante de tanta variedade de vinhos que os importadores trazem para nosso país. Mesmo assim resolvi fazer um post em homenagem a esses dois populares vinhos italianos que tranquilamente podem fazer parte de qualquer lista de vinhos bons e baratos que possamos elaborar.

Bolla Valpolicella Classico - R$ 48,00
Produzido com o corte de 60% de Corvina, 30% de Rondinella e 10% de outras uvas locais. Possui cor Rubi. Aroma frutado, com toques de especiarias, nozes e nuances de carvalho. No paladar possui corpo médio, taninos suaves, harmonioso e boa persistência.

Corvo Rosso di Salaparuta - R$ 44,00
Elaborado com uvas da variedade Nero'Avola, Perricone e Nerello Mascalese. Possui cor rubi vivo, com nuances tendendo ao grená. Aroma intenso e complexo frutado com destaque para cereja. Ao paladar, revela-se equilibrado, agradável, de bom corpo e com final de boca persistente.

Duca di Salaparuta um símbolo da Sicília.



Duca di Salaparuta Corvo Terrae Dei Rosso 2009
Corvo Terrae Dei Rosso é elaborado com a Nero d’Avola, a casta ícone da Sicília. Mostra uma brilhante cor rubi com nuances de granada. O nariz revela aromas intensos, limpos e agradáveis ​​que começam com notas de ameixa, amora e cereja, seguido por aromas de violeta e baunilha. A boca tem boa correspondência com o nariz, um ataque um pouco tânico, no entanto equilibrado pelo álcool, bom corpo, sabores intensos e agradáveis. O final é persistente. Corvo Terrae Dei Rosso estagia 8 meses em barrica. Harmonisa bem com massas, refogados de carne, carne assada. R$ 39,50 no Rei dos Whiskys (www.reidoswhiskys.com.br).


Duca di Salaparuta Làvico Vajasindi 2006
O Làvico é elaborado com 90% da extraordinária Nerello Mascalese e 10% de Merlot. Esse vinho estagiou por 12 meses em barricas de carvalho. Possui cor rubi com reflexos granada. Aroma intenso e complexo, rico em notas de fruta e baunilha. Com boa estrutura, elegante, taninos domados, possui boa persistente. Em resumo um vinho gostoso e de personalidade, adequado para acompanhar pratos a base de carne vermelha e também queijos maduros. R$ 69,00 no Empório Milano (www.emporiomilano.com.br)

Bertani Valpolicella Ripasso 2007.

Essa semana estive na tradicional degustação da Cantina Matterello, realizada sempre às terças nesse excelente restaurante do expert Vitor Lotufo. Foram degustados vinhos da região de Valpolicella, no Veneto, Itália, todos os vinhos eram do produtor Bertani.

Dentre os vinhos, destaco o Valpolicella Ripasso com o corte de Rondinella e Corvina, esse Valpolicella é enriquecido pelo “ripasso”, que é uma maceração do vinho pronto sobre o bagaço e cascas não prensadas de uvas utilizadas para a produção de Amarones, que é o vinho mais nobre da região, iniciando assim uma segunda fermentação por uma semana, além disso, é acrescida uma pequena parcela de uvas pacificadas. O amadurecimento é em carvalho por 15 meses.

O vinho possui cor púrpura intensa. Aroma de frutas negras, em destaque ameixa, notas de especiarias e um leve floral. Possui corpo médio, ótima acidez e com final equilibrado. Um vinho tipicamente gastronômico, harmoniza muito bem com carne assada e massa com molho vermelho. Seu preço é R$ 48,00, totalmente aceitável para esse ótimo vinho!

Monte Reale Marche IGT Rosso 2009.


Já tinha algum tempo que eu não “postava’ nada novo no blog, tenho andado um pouco sem tempo, mas garanto a vocês que nesse período não parei de garimpar vinhos bons com preços acessíveis e degustei muita coisa boa, aos poucos irei atualizando o blog.

Estou em uma fase de vinhos italianos, em uma visita a loja da Vinea no bairro do Paraíso aqui em São Paulo, comprei esse Monte Reale, um Sangiovese produzido pela Garofoli da região do Marche. Esse vinho possui cor vermelho rubi intenso. Frutado, de boa intensidade com notas de cereja madura. Na boca é seco, fresco e untuoso, estrutura suave e fácil de ser apreciado. Seu preço é R$ 42,00, justo para esse agradável vinho.

Villa Bianchi Verdicchio dei Castelli di Jesi Classico 2009.

A casta branca Verdicchio é um símbolo na região italiana de Marche, essa cepa histórica, tem sua produção concentrada nas cidades de Castelbellino, Castelplanio, Cupramontana, Maiolati Spontini e Monte Roberto, que compõem a área denominada (DOC) Castelli di Jesi, na Província de Ancona.

Destaque da região, a vinícola Umani Ronchi surgiu como uma grande intérprete dos dois vinhos mais representativos de Marche, o Verdicchio e o Conero Rosso. Massimo Bernetti ladeado por seu filho Michael na direção dessa vinícola, tem obtido sucesso na criação de vinhos apreciados e premiados em todo o mundo. Nos últimos anos o aumento do interesse nos vinhos produzidos na região vizinha de Abruzzo, levou a família Bernetti a comprar em 2002 uma propriedade de 30 hectares na colina de Teramane. Atualmente, a empresa ocupa uma área de 200 hectares, distribuídos por 10 parcelas em separado com características únicas, respeitando e melhorando as variedades de uva em terroir de Marche e Abruzzo.

Dessa vinícola degustei o branco Villa Bianchi, varietal da uva Verdicchio. De cor amarelo-palha com tons esverdeados. Possui aroma intenso e frutado com um toque suave floral. No palato, exprime uma boa estrutura em que se encontra um típico final de amêndoas. Um vinho simples, fresco e feito para se beber jovem, típico da casta Verdicchio, em particular nesse rótulo destaco suas elegantes notas aromáticas. Harmoniza bem com carnes brancas grelhadas, frutos do mar, quiches e queijos leves. Seu preço é R$ 48,00 na Expand, valeu conhecer esse vinho por ser de uma casta e uma região pouco conhecidas entre nós.

Duca di Salaparuta Làvico 2006.

A Nerello Mascalese é uma uva tinta italiana utilizada principalmente no Sul, Calábria e Sicília. Produz vinhos mais leves, não tão escuros, fáceis de beber, médio para pouco corpo, e bons aromas frutados. É muitas vezes, mesclada com a mais intensa Nero d'Avola e também com sua irmã, a Nerello Capuccio. Para amantes de líquidos elegantes, provar um Nerello Mascalese de estirpe é um must.

A região Centro-Leste da Sicília, nas encostas do Monte Etna, à direita do Vale de Alcântara, na cidade de Castiglione di Sicilia, estate Vajasindi, hoje uma meca para a nova geração de vinicultores italianos, possui grandes extensões com a Nerello Mascalese. Ali o solo vulcânicas e a altitude de 600 a 800 metros acima do nível do mar em conjunto com o clima frio com neve no Inverno e verão muito seco, completam o terrroir apropriado para o sucesso dessa casta.

Nerello Mascalese
É nesse local que a vinícola Duca di Salaparuta, foi fundada em 1824, possui marcas famosas como o Corvo. Conta-se uma lenda que o nobre Duca di Salaparuta não conseguia dormir em seu velho solar porque um corvo crocitava durante todas as noites. Em vão caçadores procuravam flechá-lo sem sucesso. Até que um dia por ali passou um frade que sugeriu que a mata onde se escondia o corvo fosse retirada e em seu lugar fosse estabelecida uma vinha, fazendo com que isso afugentasse o tal corvo e a tranqüilidade do solar voltasse a imperar.

Dessa famosa vinícola conheci o tinto Làvico, elaborado com 90% de Nerello Mascalese e 10% de Merlot. Esse vinho estagiou por 12 meses em barricas de carvalho. Possui cor rubi com reflexos granada. Aroma intenso e complexo, rico em notas de fruta e baunilha. Com boa estrutura, elegante, taninos domados, possui boa persistente. Em resumo um vinho gostoso e de personalidade, adequado para acompanhar pratos a base de carne vermelha e também queijos maduros.

Vinhos rosés bons e baratos!

Montes Cherub Syrah Rosé 2009 (Chile), R$ 48,00, na Mistral







Bottega Dei Poeti Rosé Brut (Itália) R$ 49,00, na Grand Cru







Les Bateaux Rosé 2008 (França) R$ 39, na Zahil







Domaine Conté Rosé 2008 (Chile) R$ 38, na Zahil







Boutári Rosé Sec to Macedonia 2007 (Grécia) R$ 36 na Vinci

Sant'Antimo D.O.C. Montalcino La Velona 2008.

A Tahaa está divulgando sua linha do produtor toscano La Velona. Destaco o Sangiovese Grosso, Sant'Antimo D.O.C. Montalcino La Velona 2008, um excelente tinto por um preço bem convidativo, vale conferir.

Site: http://www.tahaavinhos.com.br/  -  Televendas: (11) 5096-3282

Livon Collio Friulano 2007.

Fundada no início dos anos 60, quando Dorino Livon comprou a primeira propriedade nas colinas de Collio. A vinícola está localizada em uma das colinas mais belas e altas da região de Friuli. Possue 95ha de vinhedos na área de Collio e Colli Oriental. Outras vinícolas foram sendo adquiridas. Nos anos 80, os filhos do fundador, Valneo e Tonino, expandiram ainda mais o grupo, que totaliza hoje mais de 200ha de vinhedos, em cinco diferentes vinícolas.

Dessa vinícola tive a oportunidade de degustar o branco da casta Tocai Friulano, uma uva pouco conhecida por aqui. Essa uva mais cultivada na região do Friaul, mas também pode ser encontrada em Veneza, Lombardia e Eslovênia. Os vinhos têm aroma de flores e fruta, sendo melhor se consumidos jovens. A origem não é certa. Apesar de sua denominação semelhante à húngara Tokajer, não tem parentesco com essa uva. A uva cultivada no Chile, denominada Sauvignon Vert ou Sauvignonasse é idêntica a Tocai.

O Collio Friulano possui cor amarelo palha com reflexos esverdeados. O aroma floral intenso e notas de amêndoa. Na boca é saboroso e refrescante, corpo médio, boa acidez, equilibrado. Esse vinho vai muito bem como sozinho como aperitivo ou como entrada; perfeito com peixes brancos assados ou grelhados. Acompanha muito bem também o presunto cru. Não sirva muito gelado, entre 12 e 13°C ajudará a destacar seus aromas.

Orvieto Ruffino Classico 2009, uma corte interessante de uvas brancas.

Dessa vez escolhi um vinho branco italiano, principalmente pela composição de uvas utilizadas. O Orvieto Ruffino Classico 2009 tem a seguinte variedade: Grechetto (50%), essa uva cultivada na Umbria produz vinhos encorpados, com caráter e aroma picante, Procanico (30%), uva branca pequena, cultivadas nas regiões da Toscana, Umbria e Latium, essa espécie é importante componente dos vinhos brancos Orvieto, é a variante fina do Trebbiano Toscano, Verdello (10%), essa uva branca cresce também na Umbria, notável pela acidez e frescor dos vinhos que a utilizam, serve à produção de Orvieto, Colli Trasimeno e Torgiano e a Canaiolo Bianco (10%), uma variedade branca rara é usada muitas vezes no preparo do vinho Orvieto, sua adição visa dar maior maciez a composição.

Esse vinho tem cor amarelo palha brilhante. Aroma de frutas cítricas, abacaxi e pêra, com notas florais. Na boca, muito fresco e harmonioso, boa estrutura, seco, porém leve, bem equilibrado, com suave persistência aromática.

Não recomendo servir muito gelado, em torno dos 12°C, essa temperatura ajudará a florescer todos os aromas e sabores que essa combinação de uvas pode propiciar. Seu preço em torno de R$ 35,00 é justo, esse Orvieto é vinho gostoso e que desperta curiosidade pelas uvas que compõem seu corte.

Prosecco Fontini Valdobbiadene DOCG.

Quem disse que o visual da garrafa não vende o vinho está muito enganado, o Prosecco Fontini Valdobbiadene tem uma garrafa maravilhosa e um rótulo muito chique. Confesso que não tinha informações sobre esse vinho, mas o visual me atraiu tanto que resolvi comprá-lo. Não sou muito fã de Proseccos, alias por um período não aguentava mais vê-los na frente, principalmente depois da enxurrada de Proseccos ruins que invadiu as prateleiras dos supermercados.

O Prosecco que antes era o nome de uma uva originária da região do Vêneto na Itália, acabou virando nome da região onde se produz esse tipo de espumante. A uva mudou de nome em 2009 e passou a se chamar Glera. O Prosecco Fontini Valdobbiadene vendido pela Expand faz jus à fama desse espumante tão conhecido por aqui, pois tem ótima qualidade, ele custa R$ 68,00, não é assim tão barato, mas com certeza vale cada centavo pago por ele.

Possui cor amarelo-palha bem clara e brilhante, com um perlage finíssimo e persistente. Possui aroma muito agradável de pêra e notas minerais. Em boca é leve e refrescante, tem boa acidez, ótima persistência e um conjunto muito bem equilibrado. É perfeito para acompanhar saladas de folhas e legumes ou até mesmo uma salada agri-doce.

Novo Produtor de Prosecco na Expand Conheça os Rótulos.

Com exclusividade no Brasil, a Expand acaba de receber os rótulos de seu mais novo produtor italiano, a Fontini. Com séculos de tradição, produz vinhos desde os tempos medievais na região de Veneto, destacando-se pela alta qualidade. Abaixo você encontra três rótulos de Proseccos e espumante, os preços estão bastante convidativos.

Os vinhos bons e baratos que encontramos nos supermercados - Pão de Açúcar.


88 - Tamaya Reserva 2006
Valle do Limari, Chile
Gostoso corte das uvas Merlot, Syrah e Cabernet Sauvignon, com boa estrutura, taninos macios e muita fruta no paladar. Final intenso e gostoso. R$ 46,90 (importado pela Del Maipo).

87 - Sendero Shiraz 2008
Valle Central, Chile
Vinho gostoso, bem equilibrado, com boa fruta vermelha no aroma e paladar. Corpo médio e final agradável. R$ 32,90 (importado pela VCT).

87 - Santa Rita 120 Syrah 2008
Valle Central, Chile
Um dos clássicos chilenos, feito com qualidade constante. Mostra muita fruta vermelha no aroma e paladar. Bons taninos e final de elegância. R$ 29,90 (importado pela Grand Cru).

86 - Trivento Reserve Malbec 2008
Mendoza, Argentina
Outro gostoso Malbec argentino, com boa fruta, taninos macios e corpo médio. R$ 29,90 (importado pela VCT).

86 - Valdivieso Cabernet Sauvignon 2008
Valle Central, Chile
Uma das melhores relações custo-benefício do mercado. Bem moldado, com acidez equilibrada, taninos corretos e boa fruta no paladar. R$ 19,90 (importado pela Bruck).

86 - Marquis de Greyssac 2008
Bordeaux, França
Este é um típico corte da região, feito com as uvas Merlot e as Cabernet Franc e Sauvignon. Mostra a tipicidade das uvas e da região, porém, falta-lhe um pouco de fruta e elegância. Vale pelo bom preço. R$ 39,90 (importado pela Max Brands).

86 - Aliança Clássico Tinta Roriz 2006
Beiras, Portugal
Tinto bem estruturado, que mostra a expressão e a potência da Tinta Roriz. Estagia em barricas de carvalho francês, que lhe conferem as notas de chocolate. Boa fruta e corpo médio. R$ 24,90 (importado pelo Pão de Açúcar).

85 - Club des Sommeliers Merlot 2009
Maule, Chile
Elaborado pela Viña Carta Vieja especialmente para o grupo Pão de Açúcar. Vinho correto, com corpo médio e boa expressão de fruta. R$ 15,90.

83 - C’Annata 2009
Sabaudia/Lazio, Itália
Entra na categoria dos Vinos da Tavola. Muito bom no aroma. Na boca, muito leve, curto e com pouca estrutura. R$ 12,90 (importado pelo Pão de Açúcar).

Brancos bons e baratos elaborados com uvas pouco populares no Brasil.

Vouvray do Guy Saget 2007
Casta: Chenin Blanc
Produtor: Domaine Guy Saget
Loire, França
Esse vinho apresenta a Chenin Blanc, uma casta típica da região do Loire. Apresenta um aroma delicado, porém complexo, com notas florais. Na boca equilibra a acidez, o frutado e o álcool. Ideal para acompanhar pratos de carnes brancas. Mistral, R$ 50,00

Casale Vecchio 2007
Casta: Pecorino
Produtor: Farnese
Ortona, Itália
Essa casta é natural da região de Montepulciano d’Abbruzzo, no Marche. Existem diversas explicações para o nome. Uma delas é que o cacho lembra a cabeça de uma ovelha cujo leite serve de matéria-prima para o queijo pecorino. Na degustação, apresentou aromas intensos de frutas, damasco e madeira. Revela boa acidez, com álcool contribuindo para uma boa estrutura. World Wine, R$ 59,00.

Lorca Fantasia Torrontes 2008
Casta: Torrontes
Produtor: Mauricio Lorca
Mendoza, Argentina
Com passagem pela Finca La Célia, Catena e Luigi Bosca, o enólogo Mauricio Lorca, da Enrique Foster, resolveu fazer seu próprio vinho com uvas de altitude. Sua produção é extremamente pequena (1.000 caixas) e seu vinho é singular, com uma paleta olfativa intensa de flores (jasmim, lichia, rosas). Ana Import, R$ 37,00.

Marqués de Riscal Rueda 2009
Casta: Verdejo
Produtor: Bodegas de los Herederos del Marqués de Riscal
Rueda, Espanha
Um belo exemplar de vinho espanhol que não passa por madeira. A Verdejo é uma uva natural da região e contribui com aromas intensos vegetais e florais. Na boca, apresenta boa acidez com um leve travo amargo no fim. Interfood, R$ 32,00.

Masseria Trajone Inzòlia 2009
Casta: Inzòlia
Produtor: Masseria Trajone
Sicilia, Itália
A Inzòlia ou Insólia é uma casta natural da Sicília que gera um vinho aromático com notas de flores do campo e frutas exóticas. Na boca, apresenta acidez e uma boa estrutura. Vinci, R$ 35,00.

Cousiño Macul Reserva Sauvignon Gris 2007
Casta: Sauvignon Gris
Produtor: Cousiño Macul
Maipo Valley, Chile
O Sauvignon Gris é uma casta de uvas brancas de pele cor de rosa, um clone da Sauvignon Blanc. O rótulo apresenta uma paleta olfativa intensa de flores e frutas. Gustativamente ele tem excelente estrutura, acidez e álcool equilibrado, dando um final de boca longo e prazeroso. Santar, R$ 29,00.

Alísia Pinot Grigio 2008
Casta: Pinot Grigio
Produtor: Astoria
Vêneto, Itália
A Pinot Gris é uma variedade branca de uvas com a pele rosada. Trata-se de um clone do Pinot Noir e tem também sua origem na França. Da Alsácia foi para todos os países do Novo Mundo, mas também para a Itália. Apresenta aromas delicados e frutados. Zahil, R$ 44,00.

Feudi di San Marzano em promoção na Wine Store.

A Wine Store (www.winestore.com.br) está com uma promoção muito interessante dos vinhos da italiana Feudi di San Marzano.

A cantina Feudi di San Marzano em Apulia é o mais recente projeto de Valentino Sciotti. Ele é um homem que não somente sonha grande, com também tem visão, determinação e profissionalismo para certificar que seus sonhos se realizem. No caso da cantina Feudi di San Marzano, o conceito de Sciotti é muito simples. Ele achou a Cantina Social di San Marzano por acaso, com sua grande tradição em produção de vinho, e imediatamente viu que ali havia potencial.Com pequenas mudanças na adega, que já era um estado de arte, e instalando o brilhante Mario Ercolino como chefe para os produtores de vinho, ele foi capaz de produzir vinhos modernos com notável expressão.

Veja abaixo algumas das ofertas abaixo.

Promoção de Chiantis na WineStore.

A Wine Store (www.winestore.com.br) está com uma boa promoção dos famosos vinhos italianos. Vale conferir!


Há uma lenda interessante envolvendo os vinhos Chianti: Em meados do século XVII, as disputas políticas envolvendo as cidades de Siena e Firenze (Florença) quanto à extensão territorial de cada uma alcançaram também a denominação dos vinhos Chianti. A fim de resolver essa questão, foi proposta a realização de uma prova para a delimitação das fronteiras.

A prova, uma corrida, envolveria um cavaleiro de cada cidade que deveria sair em direção à outra assim que o galo cantasse na alvorada. A fronteira seria o ponto onde eles se encontrassem. Acertado isso, o povo de Siena elegeu um galo bonito, jovem, bem nutrido para cantar na alvorada enquanto que o povo de Firenze escolheu um galo negro, magro e mal alimentado. É claro que o galo de Firenze acordou mais cedo, pois tinha fome, e cantou antes do galo de Siena fazendo com o que o cavaleiro de Firenze tivesse boa vantagem. Essa vantagem fez com que os cavaleiros se encontrassem já bem perto de Siena e, como consequencia, a cidade de Firenze conquistou um território maior que a vizinha. Dizem que essa disputa também levou para Firenze a exclusividade do nome Chianti que é representada nas garrafas por um galo negro.

A Wine Store faz promoção de lançamento de dois vinhos italianos.

A Wine Store apresenta os novos vinhos da vinícola italiana Villa Fabrizia.
Para o lançamento os dois vinhos estão com um preço especial no site www.winestore.com.br, Confira os preços abaixo.



Chianti Ruffino 2008.

Chianti, o mais famoso de todos os vinhos italianos, é produzido na região central da Itália, mais precisamente na Toscana, nas cercanias das cidades históricas de Florença e Siena. Os vinhedos de Chianti estão espalhados por toda a região, sendo que em 1932 foram definidas por lei sete zonas produtoras, dentro da apelação. São elas: Chianti Clássico, Colli Aretini, Colli Fiorentini, Colli Senesi, Colline Pisane, Montalbano e Rufina. Mesmo com a introdução das normas de DOC ( Denominazione di Origine Controlata) e DOCG (Denominazione di Origine Controlata e Garantita), estas subdivisões permaneceram inalteradas.

O Chianti tem um lugar especial no coração da vinícola Ruffino. Ele foi o primeiro vinho produzido por Ilario e Leopoldo Ruffino, os fundadores da empresa, e sempre foi referência de qualidade para toda a categoria de Chianti. Para muitos consumidores, Chianti Ruffino são duas palavras inseparáveis. O Ruffino, de fato, influenciou significativamente a percepção de quem gosta de um bom Chianti. Esses vinhos eram tradicionalmente famosos pela garrafa coberta de palha, mas que a partir de 1975 a Ruffino buscando uma nova imagem para os Chianti, substituiu essa tradicional garrafa por uma nova garrafa tipo "Florentina".

Esse vinho tem cor rubi, aroma frutado muito agradável com notas floras proeminente, ao fundo um toque de especiarias. Corpo médio, bem estruturado e com uma persistência muito boa. Seu preço é R$ 47,95 no Rei dos Whiskys, para mim é um valor justo, eu gosto bastante desse vinho que é sempre uma boa opção quando pretendemos harmonizar com a culinária italiana.

Talenti Rosso Rispollo IGT 2008, uma italiano bom e barato!

No sul de Montalcino, no povoado de San Angelo in Colli, se encontra Pian de Conte, sede da Talenti, uma bela e antiga construção, ao lado do Rio Orcia. Em 1980 Pierluigi Talenti comprou esta propriedade e atualmente cultiva 40 hectares de Sangiovese Grosso e outras uvas típicas, além de um pequeno bosque de oliveiras. Seu neto Ricardo é hoje o grande comandante da vinícola.

É muito difícil encontrar vinhos italianos de boa qualidade a baixo custo, esse IGT da Talenti é sem dúvida uma exceção; muito gostoso! Elaborado com uvas de origem de Bordeaux, 40% Cabernet Sauvignon, 30% Merlot e 30% de Petit Verdot . Estagiou por 10 meses em barricas de carvalho francês.

O Rispollo possui cor rubi brilhante com reflexos violáceo. Aroma de frutas vermelhas integradas a madeira e notas de chocolate. Corpo médio, boa acidez, taninos muito macios e boa persistência. Acompanhou muito bem uma pizza de abobrinha gratinada com parmesão.

Paguei R$ 39,00 nesse vinho na Adega Tutóia (www.adegatutoia.com.br), ótima indicação da Néia Moreti. Sem dúvida vai para a galeria dos bons e baratos!