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Castillo de Albai Crianza 2012.


Aqui sim, um Tempranillo da famosa La Rioja, dificilmente dá errado. O Castillo de Albai Crianza é um vinho leve e redondo, típico de envelhecimento moderado. Ao girar o vinho na taça o aroma vem agradável. Seu equilíbrio facilita a harmonização, como bom espanhol vai muito bem com o Jamón e queijos duros, fica ótimo com ensopados e carnes com molhos.

Os Tempranillos de boa qualidade como esse, vai muito bem para aqueles jantares onde o grupo está mesclado com pessoas habituadas a beber vinho com outros que nem tanto, vai agradar principalmente as mulheres. Seu preço é R$ 64,00.

Clos de Torribas Tempranillo Reserva 2008.


O Clos de Torribas reserva Tempranillo é da reconhecida vinícola Pinord. Destaco seu aroma clássico e intensos de barrica, típico de um reserva de Penedés. Vinho robusto bom para acompanhar carnes vermelhas assadas ou ensopadas, vai bem também com Jamón e queijos curados. Se estiver uma noite fria e a pedida for um fondue de queijo, esse vinho será perfeito!

Fácil de encontrar por aí, sempre vejo no Pão de Açúcar, seu preço está em torno de R$ 40,00, boa pedida!

Toro Loco, tem o que outros não têm!

Vou abordar a análise do Toro Loco em uma ótica diferente, eu já havia degustado esse vinho antes de todo esse “auê” e resolvi seguir o critério do blog “Vinhos Bons e Baratos!”, de não postar nada quando o vinho não me agrada, prefiro sempre falar dos vinhos que eu gosto. Dessa forma o Toro Loco passou “batido”. Trata-se de um vinho com cor rubi bem escura, o aroma de frutas vermelhas não chega a empolgar, acidez e taninos quase passam desapercebidos com um final pouco persistente, ou seja um vinho sem grandes atrativos.

Porém, em outra ótica, achei sensacional todo esse comentário que ele gerou aqui no Brasil, pois o que o apaixonado por vinho como eu sou quer, é que o vinho seja difundido por aqui, sabemos que nosso pais não possui o hábito do vinho e sim da cerveja, e seja bom ou ruim o Toro Loco fez com que jornais, revistas, blog etc, falassem sobre vinho no pais da cerveja. Para mim o Toro Loco já é um campeão por esse motivo, gerou um enorme marketing sobre “vinhos”.
- Ah! Mas esse marketing é negativo, o vinho é ruim!
Que nada o marketing é positivo sim, pois pessoas que raramente bebem vinhos resolveram experimentá-lo (tenho uns 10 amigos que fizeram isso). Além do que, quem é “marketeiro” como eu, sabe que para o vinho se popularizar no Brasil, é preciso primeiro que ele tenha preços mais acessíveis, segundo, que a juventude o cosuma em bares e baladas, terceiro, nada entra na moda sem um belo apoio da mídia. E tudo isso o Toro Loco tem. Ele é barato, tem o apelo “moderno” de seu rótulo e da tampa screw cap, facilitando seu consumo sem o saca-rolhas e a mídia “mandou ver” nos comentários sobre ele, resultado, está vendendo muito! Agora só faltava ele ser bom, ai já seria de mais não é?
Então pessoal, tá certo que o vinho não é nenhuma preciosidade, mas, eu apoio todo esse movimento que ele gerou. E quer saber mais, como disse eu não o coloquei na galeria do blog entre os bons e baratos, mas agora mudei de ideia, vou colocá-lo!

Pata Negra da Bodega Los Llaños.

O grande best buy da Wine Store é o espanhol Pata Negra da Bodega Los Llaños. Abaixo relacionei três vinhos que servem muito bem como "coringa", por isso sempre tenho em casa, seja para um jantar ou simplesmente em uma reunião de amigos. Vale conferir no site www.winestore.com.br.

Pata Negra Reserva Trempanillo
Uva: Tempranillo (100%)
Safra: 2005
Regiao Produtora: Valdepeñas
Álcool: 13.0% Vol

Pata Negra Tempranillo/Cabernet Sauvignon
Uva: Tempranillo e Cabernet Sauvignon
Safra: 2009
Regiao Produtora: Valdepeñas
Álcool: 12.5% Vol

Pata Negra Oro Tempranillo
Uva: Tempranillo (100%)
Safra: 2009
Regiao Produtora: Valdepeñas
Álcool: 13.0% Vol

Espanhois muito bons e baratos na Bebidaria.

A Bebidaria (www.bebidaria.com.br) está com vinhos espanhois muito bons a preços melhores ainda. Sou fã do Splendore, um Tempranillo muito redondo, não tem como não agradar! Vale conferir.


Bebidaria
www.bebidaria.com.br
Tel. (11) 5102-4870
E-mail: comercial@bebidaria.com.br

Espanhóis bem pontuados e muito bons e baratos!


Semana passada resolvi conhecer alguns vinhos espanhóis da Grand Cru, todos muito bem pontuados (RP) e recomendados pela própria Grand Cru.

Esses quatro abaixo são realmente muito bons, com ótima relação custo x benefício, merecem destaque na galeria dos “bons e baratos”!

Embocadero 2009
Vinícola San Pedro Regalado
92 RP
Região: Ribera del Duero
100% Tempranillo
Envelhecimento 14 meses em barricas de carvalho francês
Preço: R$ 45,00
  
Casajus Splendore Tempranillo 2007
Vinícola Bodega J. Alberto Calvo
91 RP
Região: Ribera del Duero
100% Tempranillo
Envelhecimento 24 meses em barricas
Preço: R$ 43,00
  
Celler Besllum Xabec 2008
Vinícola Celler Besllum
92 RP
Região: Montsant
50% Carinena e 50% Garnacha 
Envelhecimento 14 meses em carvalho Francês.
Preço: R$ 49,00

Cubo Seleccion 2009
Vinícola Bodegas La Candelaria
90 RP
Região: La Mancha
100% Tempranillo
Envelhecimento 11 meses em barricas
Preço: R$ 35,00

Uma excelente seleção de vinhos rosados.

A Mistral preparou uma excelente seleção de vinhos rosados, perfeitos para serem apreciados nos dias quentes de Verão. São quatro belos achados, de ótima relação qualidade/preço, que vale a pena conferir.
Mais detalhes confira no site da importadora Mistral: www.mistral.com.br.

Freixenet Cordon Negro Brut.

Situado no alto Penedés (Espanha), o vilarejo de Sant Sadurni D'anoia é considerado a meca dos cava, dos mais primorosos espumantes espanhóis. A região da Catalunha a apenas 50km de Barcelona é onde estão concentradas mais de 90% de toda a produção do país.

A história de Sant Sadurni está ligada ao espumante desde 1872, quando as primeiras cavas foram elaboradas por Josep Raventos da Cordoniú (a bodega espanhola com maior volume de produção). Seguindo as técnicas francesas para a elaboração de champagne (segunda fermentação na garrafa), utilizou-se o nome Cava em função da proibição da utilização do nome champagne fora da região demarcada da França. Em 1887 a mesma praga que assolou os vinhedos franceses (a filoxera), acometeu a região de Penedés, perdendo toda a produção do vinho catalão.

Através da grande luta por parte dos produtores da região, houve uma ampla reformulação dos vinhedos. Hoje Sant Sadurni é a capital da Cava, com mais de oitenta bodegas em funcionamento. Embora o método de elaboração seja o mesmo do Champagne, as duas bebidas são completamente diferentes.

A Cava é elaborada com três variedades de uvas espanholas: a uva Macabeo, responsável pelo aroma frutado; a Xarello, responsável pela potencia e corpo, e a Parellada, a mais delicada delas, com toques de elegância e suavidade. Após os vinhos engarrafados, os mesmos permanecem nas caves subterrâneas por no mínimo 9 meses para a formação do bouquet do espumante e; posteriormente, após todo o processo da retirada das leveduras da garrafa; as mesmas são arrolhadas definitivamente e enviadas à comercialização.

A Cava Freixenet Cordon Negro Brut é elaborada com 40% de Parellada, 35% de Macabeo e 25% de Xarello. Muito leve e possui grande frescor. O elevado teor da uva Parellada no coupage e a fermentação com temperatura controlada de 12 ºC lhe conferem aromas finos e intensos, predominando os frutais. Sua coloração é amarelo palha e brilhante. Sua borbulha, fina e persistente, forma uma excelente coroa. Tem paladar limpído, leve e com elegante e ampla via retronasal. Ideal para acompanhar frutos do mar, risotos e carnes brancas. Seu preço é R$ 49,00 no depósito Imigrantes de Bebidas (www.imigrantesbebidas.com.br).

Matsu, um rótulo bem original!

Continuando minha pesquisa de rótulos diferenciados, acabei por encontrar um kit com 3 garrafas de vinhos com um estilo bem interessante. A Moruba, empresa de design, criou a identidade visual e rótulos para o Matsu da vinícola orgânica DO Toro. O Matsu é um projeto moderno para a vitivinicultura sustentável que reúne uma coleção única de vinhos de alta expressão.

A solução adotada é fiel à filosofia implementada ao Matsu, sua imagem tem uma ligação direta com a natureza e com as pessoas que se preocupa com sua sustentabilidade. A embalagem visa colocar em prática o que pensa a empresa, valorizando as pessoas. Com isso, “El Picaro”‘, “El Recio” e “El Viejo” representam as três gerações de pessoas que trabalham no campo para a produção do vinho.

Os fotógrafos de renome, Bela Adler e Salvador Fresneda, foram escolhidos pela Moruba para a realização dos retratos que dá vida aos personagens do Matsu.

Cava Freixenet Cordon Rosado.

Cava é o nome dado aos vinhos espumantes da Espanha, produzidos em mais de 160 municípios integrantes de 07 comunidades autônomas. A maior e mais importante zona é a Cataluña, seguida por Rioja, Navarra, Álava, Aragón, Valencia e Badajoz. Penedez, na Cataluña, é o local de maior prestígio na produção do Cava, devido suas condições de clima e solo espaciais.

O Cava é elaborado pelo mesmo método do Champagne, o Champenoise, também conhecido como Método Clássico ou Tradicional (com duas fermentações, sendo a 2ª na própria garrafa). As uvas que compõem o Cava branco são: Macabeo, Parellada e Subirat Parent de natureza espanholas e as francesas, Chardonnay, mais contemplada, e Pinot Noir. Na elaboração do Cava Rosado se utiliza as espanholas, Monastrel, Garnacha e Trepat e a francesa Pinot Noir. As classificações quanto ao teor de açúcar são: Brut Nature, Extra Brut, Brut, Extra Seco, Seco, Semi Seco e Dulce. O Semi Seco e o Dulce são recomendados como vinhos de sobremesa. A classificação quanto ao tempo de crianza (criação em carvalho) e de 9 meses no mínimo para um Cava corrente, 15 meses mínimos para um Reserva e 30 meses mínimos para um Gran Reserva. O Cava, como a Champagne, é um vinho que pode acompanhar uma refeição do início ao fim.

Bem harmonizados estes vinhos crescem e fazem crescer o prato. Importante frisar que apesar de não se tratar de um vinho produzido numa região única, a terminologia Cava é uma Denominação de Origem, apenas permitida aos vinhos espumantes da Espanha, produzidos nas regiões acima citadas e que cumpram, a rigor, as determinações do órgão certificador: El Institut Del Cava.

Produzida no coração da região de Penedez, na localidade de Sant Sadurní d’Anoia, a Freixenet Cordon Rosado Brut é elaborada a partir das variedades de uva Trepat (70%) e Garnacha (30%). Distingue-se por sua viva coloração rosada muito brilhante. Borbulhas finas e elegantes. Após um longo envelhecimento em cava, segue conservando frescos e suaves aromas florais e de frutas vermelhas. De paladar leve e fresco é ideal para acompanhar aperitivos e massas. Temperatura ideal de consumo é 6 ou 7 ºC. Seu preço é R$ 49,90, muito bom para um espumante dessa qualidade!

Brancos bons e baratos elaborados com uvas pouco populares no Brasil.

Vouvray do Guy Saget 2007
Casta: Chenin Blanc
Produtor: Domaine Guy Saget
Loire, França
Esse vinho apresenta a Chenin Blanc, uma casta típica da região do Loire. Apresenta um aroma delicado, porém complexo, com notas florais. Na boca equilibra a acidez, o frutado e o álcool. Ideal para acompanhar pratos de carnes brancas. Mistral, R$ 50,00

Casale Vecchio 2007
Casta: Pecorino
Produtor: Farnese
Ortona, Itália
Essa casta é natural da região de Montepulciano d’Abbruzzo, no Marche. Existem diversas explicações para o nome. Uma delas é que o cacho lembra a cabeça de uma ovelha cujo leite serve de matéria-prima para o queijo pecorino. Na degustação, apresentou aromas intensos de frutas, damasco e madeira. Revela boa acidez, com álcool contribuindo para uma boa estrutura. World Wine, R$ 59,00.

Lorca Fantasia Torrontes 2008
Casta: Torrontes
Produtor: Mauricio Lorca
Mendoza, Argentina
Com passagem pela Finca La Célia, Catena e Luigi Bosca, o enólogo Mauricio Lorca, da Enrique Foster, resolveu fazer seu próprio vinho com uvas de altitude. Sua produção é extremamente pequena (1.000 caixas) e seu vinho é singular, com uma paleta olfativa intensa de flores (jasmim, lichia, rosas). Ana Import, R$ 37,00.

Marqués de Riscal Rueda 2009
Casta: Verdejo
Produtor: Bodegas de los Herederos del Marqués de Riscal
Rueda, Espanha
Um belo exemplar de vinho espanhol que não passa por madeira. A Verdejo é uma uva natural da região e contribui com aromas intensos vegetais e florais. Na boca, apresenta boa acidez com um leve travo amargo no fim. Interfood, R$ 32,00.

Masseria Trajone Inzòlia 2009
Casta: Inzòlia
Produtor: Masseria Trajone
Sicilia, Itália
A Inzòlia ou Insólia é uma casta natural da Sicília que gera um vinho aromático com notas de flores do campo e frutas exóticas. Na boca, apresenta acidez e uma boa estrutura. Vinci, R$ 35,00.

Cousiño Macul Reserva Sauvignon Gris 2007
Casta: Sauvignon Gris
Produtor: Cousiño Macul
Maipo Valley, Chile
O Sauvignon Gris é uma casta de uvas brancas de pele cor de rosa, um clone da Sauvignon Blanc. O rótulo apresenta uma paleta olfativa intensa de flores e frutas. Gustativamente ele tem excelente estrutura, acidez e álcool equilibrado, dando um final de boca longo e prazeroso. Santar, R$ 29,00.

Alísia Pinot Grigio 2008
Casta: Pinot Grigio
Produtor: Astoria
Vêneto, Itália
A Pinot Gris é uma variedade branca de uvas com a pele rosada. Trata-se de um clone do Pinot Noir e tem também sua origem na França. Da Alsácia foi para todos os países do Novo Mundo, mas também para a Itália. Apresenta aromas delicados e frutados. Zahil, R$ 44,00.

Gran Feudo Crianza 2005.

A Julián Chivite é uma bodega de imenso prestígio e tradição na Espanha, tendo sido fundada em 1647. Seus vinhedos localizados na área sul da Navarra, chamada Ribeja Baja, possuem solo calcário. É a região mais quente da Navarra na margem do rio Ebro, utilizam ainda hoje uma irrigação tradicional existente desde a idade dos romanos. Colheita manual e rendimento controlado. Foi eleita a Melhor Bodega Espanhola de 2000, pela Wine&Spirits. Seus vinhos recebem elogios e boas notas de toda a critica especializada. Para o jornalista Renato Machado, é a melhor escolha em um ano de testes e confirma que Chivite é o melhor produtor da Navarra.

O Gran Feudo tinto é feito a partir de uma seleção de 70% de Tempranillo, 25% de Garnacha e 5% Cabernet Sauvignon de seus próprios vinhedos. Maturado por 12 meses em barricas de carvalho francês e americano. Ficou mais dois anos na garrafa antes da sua comercialização.

Sua cor é rubi brilhante de média intensidade, com tons suaves de telha. Aroma de furtas negras de boa intensidade com notas de madeira provenientes do envelhecimento em carvalho. Com estrutura muito boa, equilibrado, ótima acidez, taninos macios, final persistente. Esse saboroso vinho tem uma relação qualidade/preço espetacular, seu preço na Mistral é de R$ 45,00, barato para um vinho dessa qualidade!

Castaño Monastrell 2007

O vinho espanhol não se restringe à denominação de origem Rioja e à Tempranillo, a uva Monastrell ocupa cerca de 1.000Km2 dos vinhedos espanhóis. Adapta-se a região seca de La Mancha. A casca grossa das pequenas uvas são responsáveis pelo gosto doce, riqueza em tanino e álcool, cor escura e pouco ácido dos vinhos produzidos a partir dessa uva, que serve à produção de vinhos sem misturas. O ácido pode ser obtido pelo corte com o Bobal. Monastrell não é idêntico ao francês Mourvèdre, conforme resultado de análise genética.

Um vinho bastante interessante 100% de Monastrell é o Castaño Monastrell que é procedente de uma seleção dessa uva de vinhedos próprios. Na sua elaboração se combinaram os sistemas de maceração carbônica e tradicional, de onde cada um aporta as suas características aromáticas e estruturais que os distinguem. Cor rubi com reflexos violáceos, aroma frutado intenso, em destaque a framboesa, toques herbáceos. Corpo médio, taninos presentes e com um bom final.

Degustei poucos vinhos dessa casta, suas características marcantes restringem as possibilidades na harmonização, sem dúvida vai bem com carne vermelha, mas para mim para por aí. Gosto muito de experimentar o que conheço pouco, degustar um vinho diferente como esse é sempre interessante. Gostei desse vinho, seu preço está em torno de R$ 45,00, um pouco caro para o que ele oferece, mas como eu disse, valeu para matar a curiosidade!

Clos Torribas Tempranillo Crianza 2005 da Pinord.

A história da Bodegas Pinord remonta a mais de cem e cinquenta anos, quando, na sua herança de Sant Cugat Sesgarrigues, a família começou a desenvolver vinhos brancos e tintos, a partir de uvas cultivadas em casa. A partir de 1942, José María Tits criou a vinícola atual em Vilafranca del Penedès, a apenas quatro quilômetros da fazenda original. Atualmente Pinord tem instalações capazes de produzir mais de cinco milhões de garrafas por ano.

O Clos Torribas foi produzido a partir de 90% de uvas Tempranillo e 10% de Cabernet Sauvignon. Possui cor rubi com reflexos violáceos, limpo e brilhante. Aroma de morango e cereja, que a principio se confunde com madeira, após uns minutinhos o frutado prevalece. Bom equilíbrio, acidez boa, taninos macios, final relativamente persistente. Esse vinho foi envelhecido em barricas de carvalho francês e americano por um período de nove meses.

Um vinho simples e fácil de beber e até mesmo de agradar, apropriado para coquetéis ou harmonizar, por exemplo, com uma massa com molho a bolonhesa. Comprei esse vinho no Pão de Açúcar por R$ 28,90, justo pelo que é oferecido!

Monasterio de Tentudía 2002, um Tempranillo excelente!

Fundada por Dom Afonso Iglesias, na região de Extremadura, Espanha, a Viña Extremeña, hoje já na quatro geração, tem alcançando ótima qualidade em seus vinhos que são largamente comercializados no mercado internacional. Em suas vinhas, Tempranillo, Grenache, Cabernet Sauvignon, Merlot e Shiraz amadureceu em um solo argiloso sob insolação controlada através de podas adequadas, com baixo índice pluviométrico, que geralmente não excede 400-500 ml. ano, fazendo com que o sistema de irrigação seja peça chave em sua produção.

O Monastério de Tentudia Tinto é um dos “carros chefe” dessa vinícola, 100% Tempranillo, esse vinho envelheceu por 18 meses em barricas de carvalho americano. Possui cor rubi com reflexos alaranjados. Aroma complexo, frutas negras, chocolate e especiarias, a madeira certamente deixou sua marca nesse conjunto. Corpo médio, boa acidez e taninos doces e macios completam esse conjunto harmonioso e muito elegante.

Recomendo abrir a garrafa ao menos 1 hora antes de servir, harmoniza muito bem com pratos a base de carne vermelha. Em resumo o Monasterio é um vinho especial, sou fã da Tempranillo e virei fã desse vinho. O Preço está em oferta na Wine Store por R$ 32,00, uma “moleza” para o nível desse vinho.

Flor D`Englora 2006, um corte em que a Grenache predomina.

A origem da uva Grenache está intimamente ligada ao Mediterrâneo. Sua terra natal é a Espanha, mais precisamente a região litorânea da Cataluña. Por conta disso, a Grenache também é conhecida pelo seu nome espanhol, Garnacha ou Garnacha Tinta. Ainda recebe o nome de Cannonau na Córsega e na Sardenha. É uma das castas viníferas mais cultivada no mundo, mas normalmente se apresenta em corte e não varietal.

Um bom exemplo dessa uva é o vinho espanhol Flor D`Englora 2006, produzido pelo Cellers de Baronia del Montsant, seu corte é de 63% Grenache, 32% Carignen, 2% Merlot, 2% Syrah e 1% Ull d'llebre. De cor púrpura, aroma de frutas negras, apresenta excelente equilíbrio e um final de boca prolongado. Temos que destacar que esse vinho levou 92 pontos de Robert Parker, acho que não era para tanto, mas quem sou eu para contestar Parker.

Podemos dizer que se trata de um vinho diferente, gostoso, muito leve e fácil de agradar, ótimo para ser servido, por exemplo, em um coquetel! Encontrei esse vinho na Grand Cru (www.grandcru.com.br) por R$ 52,00, um pouquinho acima do ”teto” do blog, mas mesmo assim achei que merecia um post aqui!

Pata Negra Gran Reserva, um Tempranillo muito bom!

Para mim a Tempranillo é a segunda casta que mais aprecio, atrás apenas da Cabernet Sauvignon. São com essas duas castas que encontrei os melhores “vinhos bons e baratos” que conheço.

A Tempranillo é a grande uva ibérica, encontrada principalmente na Espanha e em Portugal, países onde recebe vários nomes diferentes e produz vinhos maravilhosos. Ela é a principal responsável pelos grandes tintos da Rioja, Ribera del Duero e Toro, entre outras regiões espanholas, em Portugal é bastante presente no Douro, onde é chamada de Tinta Roriz e no Alentejo com o nome de Aragonês. Produz tintos encorpados e de boa estrutura, muito saborosos, perfeitos para envelhecimento em carvalho, com coloração intensa, um ótimo aroma e retrogosto bastante longo (fonte: Mistral).

Um grande exemplo dessa uva é sem dúvida o Pata Negra Gran Reserva da Bodegas Los Llanos. Esse vinho apresenta cor rubi intensa com reflexos vermelho tijolo, o aroma é dominado principalmente pelas frutas vermelhas e notas marcantes de madeira, acidez perfeita, taninos maduros, muito bem equilibrado e sedoso com um final de boca prolongado.

Sem dúvida um vinho muito especial, já o servi e várias reuniões de amigos e sempre o resultado foi de muitos elogios, ele harmoniza muito bem com diversos tipos de queijos e também com frios a base de carne, como o presunto Parma, o pastrami, salame entre outros, ou seja, quer fazer bonito em uma reunião de amigos, vai de Pata Negra Gran Reserva que não terá erro!

Encontrei essa garrafa em oferta no Pão de Açúcar por R$ 42,00, mas seu preço médio por aí é R$ 49,00, sem dúvida um grande exemplo de “vinho bom e barato”.

Torres Coronas Tempranillo 2005, excelente!

A família Torres está associada ao vinho há mais de três séculos, durante os quais seus antepassados trabalham em vinhas em Penedès, uma terra com uma tradição milenar de vinho. Efetivamente começaram a comercializar o vinho que produziam em 1800. Mas sua expansão iniciou-se com Jaime Torres Vendrell, que depois de mais de 10 anos de trabalho passou a exportar seus vinhos para vários países. Finalmente em 1870, Jaime e Miguel Torres Vendrell formam a Torres & Company e começam a construção da primeira adega em Vilafranca del Penedès.

Desde então, os ganhos obtidos pela família Torres em todo o mundo têm crescido. Em 1979 foi aberta uma adega, no Valle Central do Chile. Nos anos 80 na Califórnia, no Condado de Sonoma. Esta tradição, aliada com uma visão do futuro, tornaram a Torres uma grande empresa exportadora, atualmente presente em mais de 120 países.

O Torres Coronas Tempranillo 2005, traz uma pequena porção (14%) de Cabernet Sauvignon adicionada a tradicional Tempranillo. Cor rubi de média intensidade. Aroma floral sobre um fundo de frutas vermelhas e ameixa preta. Muito bom corpo, acidez excelente. Taninos redondos. Bom final. Para mim um vinho muito gostoso, sou suspeito, pois essas duas castas são minhas prediletas e se mostraram perfeitas nessa combinação.

Quanto ao seu preço, recomendo que seja feita uma pesquisa, encontrei o melhor preço no Rei dos Whiskys, R$ 33,80, mas em algumas outras lojas chegou a mais de R$ 50,00. Apesar de o vinho ser muito bom, a relação custo/benefício fica melhor ainda com uma boa promoção.

Artero Merlot/Tempranilo Crianza 2003 da Bodega Muñoz

A Bodega Muñoz foi fundada em 1940 por Blas Munoz de la Rosa, suas origens provém de um pequeno vinhedo que ele havia herdado de seus pais. Em 50 começa a construção do atual adega. Em 1975, a empresa vai para a segunda geração, Bienvenido Muñoz Crespo assume a liderança da bodega e aumenta muito a superfície de vinhas plantadas. Hoje, a adega ocupa uma área de 8000m² e uma capacidade de 7.000.000 litros. Tem um maquinário moderno que permite o controlo total nos processos de produção.

O Artero Merlot/Tempranillo Crianza 2003, tem sua composição de castas com 50% de Merlot e 50%Tempranillo. Envelhecido por 6 meses em barricas semi-novas de carvalho americano.

É um vinho de cor rubi intenso e luminoso. Lágrimas médias e lentas. Rico em aromas de fruta madura e em compota, com notas balsâmicas e pimenta. Muito macio na boca, com recheio intenso em frutas negras e retro-gosto de boa persistência. Boa acidez e Taninos suaves. Preço em torno de R$ 45,00, não é dos mais baratos, mas mesmo assim vale experimentar!

Don Román Rioja, fácil de agradar!

Don Román 2006 é um tinto espanhol da região da Rioja para consumo jovem, feito com 90% de Tempranillo e 10% de Graciano. Pouco mais da metade do vinho passa pelo processo de maceração carbônica, o mesmo usado na produção do francês Beaujolais Nouveau.

Envelhecido por apenas 3 meses em carvalho norte-americano e nove meses em garrafas. Apresenta cor vermelho-rubi, aromas frutados e de baunilha. Possui boa estrutura e complexidade, agradável e intenso, boa acidez, simples, mas gostoso.

Em resumo um vinho de boa qualidade com preço em torno R$30,00. Um vinho correto, bem estruturado e leve, mas bem elaborado. Fácil de agradar é um vinho muito interessante e curinga numa reunião de amigos.