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Para finalizar, os 6 tops bons e baratos portugueses.

Para finalizar a série, segue uma seleção de 6 clássicos bons e baratos portugueses!

Menos famosos que seus “rivais” europeus, mas com uma qualidade acima de qualquer suspeita. As três principais regiões vinícolas de Portugal; o Douro, o Alentejo e o Dão possuem verdadeiros achados dos vinhos de baixo custo, veja abaixo algumas dessas preciosidades.

Todos  esses vinhos você encontra no Rei dos Whiskys (www.reidoswhiskys.com.br).

Meia Pipa Tinto - R$ 59,00

Alandra Tinto - 26,50

Monte Velho Tinto - R$ 44,50

Porca de Murça - R$ 27,00

Quinta do Cabriz - R$ 41,50

Flor de Crasto Douro - R$ 47,00

5 dicas de vinhos portugueses bons e baratos!


Continuando com a série de vinhos portugueses bons e baratos, tive a oportunidade de participar de uma degustação no Pão de Açúcar, comandada pelo craque Carlos Cabral. Nesse dia conheci vários vinhos comercializados por esse supermercado, entre eles destaco os seguintes.

1) Dão Terras Altas 2012 - R$ 29,90 - uvas Jaen, Alfrocheiro e Touriga Nacional
2) Dão Cariz 2010 - R$ 47,90 - uvas Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinta Roriz
3) Dão Grilos 2010 - R$ 45,90 - uvas Jaen, Tinta Roriz e Touriga Nacional
4) Quinta de Bons-Ventos 2013 - 32,90 - uvas Castelão, Tinta Miúda e Touriga Nacional
5) Montado Tinto 2013 - R$ 32,90 - uvas Aragonês, Tricadeira e Alicante Bouschet

Além de bons vinhos, será uma oportunidade muito legal de ter contato com castas típicas portuguesas, um verdadeiro festivas de variedades!

Todos esses vinhos são tranquilos para combinar com diversos pratos, além do Bacalhau (é claro), vão bem também com pizza, assados e até mesmo com pratos a base de frango. Vinhos simples mas honestos, tudo isso por preços acessíveis!

Flor de Crasto Douro 2012.


Quanto mais eu pesquiso vinhos bons que tenham custo acessíveis, mais eu tenho convicção que o melhor vinho “bom e barato” do mundo é o português. É claro que entre os vinhos do chamado “novo mundo” encontramos boas opções, mas também é fato que é fácil “trombar” com um vinho muito ruim, coisa que é difícil de acontecer com os vinhos portugueses.

Aqui temos mais um bom exemplo, o Flor de Crasto Douro é um vinho descomplicado, fresco, frutado e muito bom! Esse vinho vai bem com carne assada com batatas, filé mignon grelhado, panquecas e pizza. Encontrei esse no Depósito Imigrantes por R$ 47,00.

Cabriz Colheita Selecionada 2009.

 
Em 1989, em pleno coração da região demarcada do Dão, na vila de Carregal do Sal, nasce a Dão Sul. Inspirada na Quinta de Cabriz, uma propriedade com uma magnífica casa senhorial e capela do séc. XVII, tornou-se numa referência de excelência dos vinhos do Dão.

O Cabriz Colheita Selecionada é um corte de Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinta Roriz. Esse vinho estagiou por 6 meses em barricas de carvalho francês. Possui cor rubi com notas violácea. Aroma de frutas vermelhas como cereja e framboesa, com notas minerais. Em boca os taninos presentes e macios, final fresco e agradável. Corpo médio.

Tinto perfumado e de sabor agradável, esse bom português harmoniza com queijos médios, massas com molho vermelho, risoto de cogumelos frescos e carne vermelha magra grelhada. Custa R$ 39,90 na Prix, possui grande fama de best buy, mas sem dúvida é um bom vinho por esse preço.

Os melhores vinhos "bons e baratos" do mundo.

Já faz algum tempo que venho garimpando vinhos de boa qualidade a preços mais acessíveis, sempre falei, para mim o melhor vinho bom e barato do mundo é o português. Menos famosos que seus “rivais” europeus, mas com uma qualidade acima de qualquer suspeita. As três principais regiões vinícolas de Portugal, o Douro, o Alentejo e o Dão possuem verdadeiros achados dos vinhos de baixo custo, veja abaixo algumas dessas preciosidades.

Todos  esses vinhos você encontra no Rei dos Whiskys (www.reidoswhiskys.com.br).

Meia Pipa Tinto - R$ 58,00

Flor de Crasto Douro - R$ 42,00

Alandra Tinto - 25,00

 Monte Velho Tinto - R$ 55,00

 Porca de Murça - R$ 23,00

 Quinta do Cabriz - R$ 29,00

Monte Velho 2012.


 
Classificados entre os vinhos mais respeitados do Alentejo e Portugal, os vinhos da Herdade do Esporão ajudaram a criar e a revolucionar a região acrescentando, entre muitos outros detalhes, rótulos concebidos por artistas plásticos que se renovam todos os anos, apadrinhando simultaneamente o vinho alentejano e a cultura portuguesa.

Quando o projeto Esporão foi criado, em 1973, o Alentejo era ainda uma região relativamente desconhecida que poucos associavam com o vinho. Hoje os vinhos da Herdade do Esporão estão entre os mais populares de Portugal, possuindo alguns rótulos entre as melhores relações qualidade/preço dos vinhos portugueses.

Os enólogos David Baverstock e Luís Patrão acertaram a mão nesse blend de Aragonês, Trincadeira, Touriga Nacional, Syrah. Vinho que merece destaque entre os bons e baratos! Aspecto límpido, cor rubi. Aroma de frutos do bosque, bem envolvidos em sutis notas de tosta, mostrando certa complexidade. No palato é elegante e com alguma profundidade, mostrando taninos finos.

Um vinho para todas as ocasiões. Com perfil equilibrado e gastronômico, retrata os melhores aromas e sabores das uvas alentejanas. Gosto de mais desse vinho, recomendo principalmente para acompanhar pratos da cozinha portuguesa como um bom bacalhau ou algo simples como carne ensopada com batatas. Seu preço está na faixa de R$ 55,00.

Risco 2008 - António Saramago.

É a partir da Península de Setúbal e do Alentejo, áreas vinícolas situadas no Sul de Portugal, que António Saramago, um dos mais respeitados e experientes enólogos portugueses, produz de forma inventiva e ousada os seus próprios vinhos a partir de castas regionais como a Castelão, Aragonês e Trincadeira, francesas (Cabernet Sauvignon e Grand Noir), além da “gaulesa de alma lusitana” Alicante Bouschet. Com atuação no mercado vitivinícola de seu país desde os anos 60, quando se formou pela Universidade de Bordeaux, Saramago capitaneou importantes projetos que o projetaram nacionalmente. Com o sucesso, fundou o laboratório de enologia Enolab e a tornou-se consultor de várias vinícolas de renome em Portugal.

A região é constituída por duas subzonas completamente distintas. A primeira, situada na base da Serra da Arrábida, é montanhosa e recortada por inúmeros vales e colinas, ali, o solo é argilo-calcário. Já a segunda fica na parte mais baixa da região. Os vinhedos estão plantados em solos arenosos, originados por depósitos provenientes dos estuários dos rios Sado e Tejo. Tais condições favorecem o cultivo de várias castas, com predominância da Moscatel e da Castelão. Em especial, esta última, que amadurece nessa região em melhores condições do que em qualquer outra parte de Portugal.

A partir desta cepa emblemática, Saramago elabora os monocastas. Uma opção de ótima relação custo/benefício é o Risco 2008, vinho elaborado com 100% Castelão. Sua cor um rubi escuro com reflexo púrpura. Aromas de frutas negras maduras, muito agradável. Boa acidez, bom corpo, taninos redondos, fresco e equilibrado. Versátil na harmonização, acompanha bem carnes vermelhas grelhadas, queijos macios como Gouda e Emental e pizzas com cobertura de queijos ou embutidos. Seu preço é R$ 45,00, muito bem pagos por um vinho dessa qualidade!

Crasto Douro 2009 ganha medalha de ouro no Concurso Mundial de Bruxelas.

O vinho Crasto Douro DOC Tinto 2009, da vinícola portuguesa Quinta do Crasto, ganhou Medalha de Ouro no Concurso Mundial de Bruxelas 2011, realizado entre os dias 6 e 8 de maio, em Luxemburgo. O Concurso Mundial de Bruxelas 2011 é um evento importante do calendário do vinho e reconhecido internacionalmente. O resultado, divulgado dias depois do concurso, refletiu a opinião de cerca de 280 profissionais de 40 nacionalidades, que degustaram mais de 7.300 vinhos de 50 países.

Toda a linha Crasto é importada exclusivamente pela Qualimpor e pode ser encontrado em lojas especializadas, supermercados e restaurantes. Vejam abaixo sua ficha técnica e prova.

Ficha técnica:
Castas: Tinta Roriz, Tinta Barroca, Touriga Franca e Touriga Nacional
Sistematização: Patamares, Vinha ao alto
Idade da Vinha: 20 anos
Graduação Alcoólica: 14,5%
Vinificação: As uvas, provenientes de talhões previamente selecionados, foram transportadas em caixas de plástico alimentar de 25 kg e sujeitas a uma rigorosa triagem à entrada da adega, antes de serem esmagadas e transferidas para cubas de fermentação em aço inox, onde fermentaram em temperatura controlada durante um período de 5 a 7 dias.
Envelhecimento: Em cubas de aço inox.
Enólogos: Dominic Morris e Manuel Lobo

Prova:
Cor: Violeta intenso
Nariz: Excelente intensidade aromática de frutos silvestres do Douro, de grande frescura, e bem integrados com suaves notas florais.
Boca: Inicio elegante e fresco. Estrutura compacta com taninos finos, redondos e envolventes. Final agradável, e persistente com sensações de frescas notas de frutos silvestres do Douro.

Vinho português, o melhor "bom e barato" do mundo!

Quanto mais eu pesquiso e busco por vinhos bons que tenha um custo acessível, isto é, no máximo 50 ou 55 reais, mais eu tenho convicção que o melhor vinho “bom e barato” do mundo é o português. Obviamente que entre os vinhos do chamado “novo mundo” encontramos muitas boas opções, mas também é fato que é fácil “trombar” com um vinho muito ruim, coisa que é difícil de acontecer com os vinhos portugueses, pois eles tem uma maior homogeneidade quando nos referimos a padrão de qualidade.

Sou fã dos vinhos da região do Alentejo, gosto muito do Douro, um pouco menos dos vinhos do Dão, mas no geral, Portugal da uma aula ao restante do mundo de como fazer vinhos muito fáceis de agradar! Duvida? Então faça o teste, coloque como limite o valor de R$ 30,00, vá até uma adega e pegue um chileno, outro argentino, se encontrar pegue um francês e outro italiano e por fim um da África do Sul. Esqueça regiões como dos EUA, Nova Zelândia e Austrália, pois com esse valor você não encontrará nada. Depois de degustar os vinhos que você escolheu, compare com um Português da mesma faixa de preço, por exemplo, o Monte Velho da Herdade do Esporão. Pronto, você vai entender o que eu quero dizer, o vinho português certamente estará em um patamar acima dos demais.

Outra coisa que é importante destacar, é que normalmente bebemos o vinho acompanhado de um “prato”, e até nisso o vinho português facilita nossa vida, pois, nossa alimentação do dia-a-dia, é muito parecida com a portuguesa, por isso que em geral, o vinho português harmoniza muito bem com a alimentação popular brasileira. Juntando todos esses fatos, não tenho medo de dizer que o vinho português é o melhor “bom e barato” do mundo!

Meia Pipa 2007.

A empresa Bacalhôa Vinhos de Portugal foi fundada em 1922, sua atividade focalizou-se na compra de uva à viticultores de Palmela, destinada à produção dos mais famosos vinhos da região. No final dos anos 70, António Francisco Avillez tornou-se o maior acionista da companhia, conduzindo os seus destinos de forma dinâmica. Em 1982, iniciou-se uma nova fase da vida da empresa, com o desenvolvimento de marcas próprias. Mais recentemente, a empresa se associou ao prestigiado grupo “Lafite Rothschild”, na vitivinícola “Quinta do Carmo”.

A Bacalhôa tinha anualmente lotes pequenos de vinho tinto de alta qualidade, mas sem destino específico. Este vinho era normalmente lotes das castas Cabernet Sauvignon e Castelão da região Terras do Sado. Foi decidido em 1986 lotear estes vinhos e colocá-los em meias pipas de carvalho, o que deu origem ao nome da marca. O resultado foi tão positivo que de alguns anos para cá sua produção tem crescido à escala de uma das marcas importantes da empresa.

O Meia Pipa é produzido a partir das castas Syrah (33%), Cabernet Sauvignon (34%) e Castelão (33%). O vinho estagiou durante 12 meses em barricas de carvalho Allier. De cor rubi intensa, apresenta aromas e sabores de frutas vermelhas, com notas de menta e especiarias. Os taninos suaves e finos estão bem presentes conferindo uma estrutura longa e complexa, apresenta um excelente equilíbrio entre os aromas característicos das castas e a madeira, com uma longa persistência gustativa. Este vinho tem um ótimo potencial de envelhecimento em garrafa. É o acompanhante ideal de pratos de carne e queijos. Esse vinho está saindo por R$ 47,00 no Rei dos Whiskys; vale, pois é um excelente vinho!

Os vinhos generosos de Portugal.

Os vinhos generosos ou licorosos resultam da adição de álcool (álcool puro, aguardente ou brandy) durante o processo de fermentação, de modo a suspender o processo de transformação dos açúcares em álcool. Deste modo, o vinho fica mais doce e alcoólico do que qualquer vinho de mesa. Em Portugal, a produção dos chamados generosos corresponde ao Vinho do Porto, Madeira e Moscatel.

No vinho do Porto há uma enorme variedade de cores, uma vez que este vinho é obtido a partir de castas brancas e tintas. Assim, as cores dos tintos podem variar entre o tinto escuro e claro e as cores dos brancos variam entre o branco pálido e o dourado. É curioso notar que à medida que o vinho branco envelhece a sua tonalidade torna-se mais próxima do âmbar. Por outro lado, o vinho tinto vai perdendo intensidade de cor podendo até ficar com tonalidades próximas de um vinho do Porto branco muito velho. Quanto a doçura, os vinhos do Porto podem classificar-se em muito doce, doce, meio seco ou extra seco (dependendo do momento em que se interrompe a fermentação) e segundo o tipo de envelhecimento podem ser vintage (se forem provenientes de uma única colheita de qualidade reconhecida e engarrafados entre 24 e 36 meses após a vindima), tawny (envelhecimento em casco, por oxidação) ou ruby (vinhos novos com pouca ou nenhuma oxidação).

O vinho da Madeira varia em grau de doçura e graduação alcoólica de acordo com a casta utilizada na sua produção. Os vinhos da casta Sercial são secos, perfumados e de cor clara. A casta Verdelho origina um vinho meio seco, delicado e de cor dourada, enquanto os vinhos da casta Boal têm cor dourada escura e uma textura mais suave. A casta Malvasia produz a variante doce dos Madeira: um vinho com perfume intenso e de cor vermelha acastanhada.

O Moscatel mais famoso é o produzido na zona de Setúbal, obtido a partir das castas Moscatel e Moscatel Roxo. O vinho Moscatel tem cor dourada e a nível aromático, distinguem-se odores florais e frutados (laranja e tâmaras). Na região do Douro, particularmente na região de Favaios e Alijó, o Moscatel é produzido a partir da casta Moscatel Galego.

Quinta da Ponte Pedrinha 2006.

A Quinta da Ponte Pedrinha, de Maria de Lourdes Mendes Oliva Nunes Osório, situa-se na Região do Dão, entre Seia e Gouveia, e está na posse da família desde o Século 18. Suas vinhas, implantada em solos graníticos a mais de 30 anos, tem raízes profundas nesta Quinta. Situadas em um local especial aos visitantes, oferecem contornos de rara beleza à paisagem circundante. Esta pequena propriedade do Dão, produz alguns tintos muito saborosos e tradicionais, extremamente bem elaborados, com bastante caráter e excelente relação qualidade/preço.

O Quinta da Ponte Pedrinha é produzido com o corte de Touriga Nacional, Tinta Roriz e Jaén. Sua cor um rubi brilhante, seu aroma a principio muito frutado que após uns minutinhos passa a apresentar também um buquê floral muito agradável, ao fundo notas de chocolate. Vinho equilibrado, boa acidez, taninos macios, boa persistência. Para mim a novidade nesse vinho foi a presença no corte da uva Jaén que é uma casta muito comum no Dão, sem dúvida sua presença ajudou na complexidade dos aromas desse vinho. Amadureceu 9 meses em barricas de carvalho francês.

O Ponte Pedrinha é um vinho cativante, bastante saboroso, para mim um verdadeiro achado. Seu preço é R$ 45,80 é justo pela qualidade do vinho. Harmonizou muito bem com uma maminha com molho à base de ervas finas preparada no forno.

Paulo Laureano Clássico Tinto 2009.

A Paulo Laureano Vinus é um projeto familiar que teve início em 1999, com uma pequena vinha junto a Évora e que assume maiores proporções a partir de 2006 com a aquisição de 75 hectares de vinhedos na emblemática região alentejana da Vidigueira, num “terroir” muito especial, capaz de dar uma maior identidade e personalidade aos vinhos. A vinícola passou a ter sede na Vidigueira, onde são produzidos todos os vinhos alentejanos da Paulo Laureano Vinus.

Sem dúvida o vinho mais popular é o Paulo Laureano Clássico Tinto, a safra 2009 que provei, apresentava cor rubi com reflexos púrpura, o aroma muito agradável destaca ameixas e amoras, equilibrado, boa acidez, taninos macios e um final persistente. Esse vinho foi elaborado com o tradicional corte do Alentejo, com 50% de Aragonez e 50% de Trincadeira.

Ganhei uma garrafa desse vinho, que sinceramente não conhecia, olha uma grata surpresa para mim! Vinho saboroso e de aroma muito frutado. Pela internet verifiquei que seu preço está em torno de R$ 30,00, o que é uma ótima relação entre preço e qualidade, eu recomendo!

Pequeno Pintor Tinto 2007.

A Sociedade Agrícola da Sossega, proprietária do Monte do Pintor, foi constituída em 1991. Situado perto da Igrejinha, na região de Arraiolos, tem uma área aproximada de 30 hectares de vinhas. O clima desta região é IberoMediterrânico. Caracterizado por verões quentes e secos, com elevadas amplitudes térmicas e uma insolação de aproximadamente 3.000 horas/ano. A precipitação, concentrada nos meses de Inverno, é da ordem dos 600 mm/ano.

O Pequeno Pintor é um vinho regional de Alentejano. Elaborado com as tradicionais castas da região a Trincadeira e Aragonêz conjugadas com Alicante Bouschet. Possui cor Rubi com reflexos violáceo. O aroma é complexo, frutas negras, ameixa e amora em destaque, notas de pimenta e ao fundo um leve aroma de flores. O vinho é encorpado, reforço vindo da presença da Aragonêz no corte, equilibrado, boa acidez, taninos presentes, mas domados e boa persistência. O vinho foi envelhecido em barricas de carvalho francês por um período de 6 meses, conferindo-lhe uma maior estrutura e elegância.

Possui um rótulo “estiloso” de autoria do escultor português João Cutileiro. Vinho gostoso, com “personalidade”. Custou R$ 46,00 na adega do Makro, em minha opinião um vinho de padrão superior ao preço pago; o Pequeno Pintor passa fácil para a galeria dos “Vinhos Bons e Baratos!”

Monte Velho Tinto 2009.

Os limites da Herdade do Esporão foram estabelecidos em 1267 e estão mantidos praticamente inalterados desde a sua constituição. O primeiro proprietário conhecido do Esporão foi o juiz da cidade de Évora, Soeiro Rodrigues. A Herdade teve depois vários donos, até ao momento de vir a pertencer a Mem Rodrigues de Vasconcelos, mestre de Santiago, que foi comandante da Ala dos Namorados em Aljubarrota e alcaide-mor de Monsaraz. Cenário de lutas, intrigas e vinganças, na história medieval do Baixo Alentejo, o Esporão depois de pertencer também a um ramo dos Távoras foi ainda propriedade dos condes de Alcáçovas, mantendo-se na sua posse até 1973, quando foi adquirida por José Roquette e Joaquim Bandeira.

A Herdade do Esporão é atualmente uma referência internacional na produção de vinhos. Situa-se em pleno coração do Alentejo, em Reguengos de Monsaraz. Tem passado ao longo dos anos por várias as ações visando à modernização das suas infra-estruturas. Entre vários vinhos de qualidade produzidos pela Esporão, escolhemos para degustarmos hoje o Monte Velho Tinto, elaborado com as castas: Aragonês, Trincadeira e Castelão.

O Monte Velho Tinto apresentou cor rubi intensa com reflexos violáceos. Aroma intenso e relativamente complexo de frutas vermelhas, com notas amanteigadas proveniente do estágio em carvalho. Corpo médio, equilibrado, boa acidez, taninos redondos e um final que surpreende pela persistência. Vale lembrar que esse vinho ficou por seis meses em barricas de carvalho americano antes de ir para garrafa.

Pela sua qualidade e considerando seu preço R$ 28,90 no Rei dos Whiskys, mesmo antes do final de março, ele já está eleito o vinho bom e barato do mês! O Monte Velho Tinto é muito gostoso, fácil de agradar e harmoniza perfeitamente com massas ao molho vermelho ou rose, vai bem também com pizza, principalmente a base de queijos. Esse excelente vinho vale muito mais do que custa!

Alandra Tinto da Herdade do Esporão.

O que me chamou a atenção no Alandra Tinto foi o seu corte, utilizando as uvas Moreto, Castelão e Trincadeira. Mas o foco do post será na casta Moreto, ainda pouco conhecida por aqui. Característica da região do Alentejo, sendo bastante cultivada nas zonas de Reguengos, Redondo e Granja-Amareleja. Foi introduzida na região por volta do século XIX, quando ocorreu um grande desenvolvimento da viticultura no Alentejo.

Esta casta apresenta cachos de tamanho pequeno e bagos de tamanho médio e arredondados. É uma uva bastante produtiva e de maturação tardia. Os vinhos produzidos com a casta Moreto são normalmente pouco encorpados e apresentam pouca cor, por isso é utilizada em vinhos de corte, normalmente com as castas Trincadeira, Aragonez e Castelão. Como sempre tenho curiosidade para degustar vinhos de uvas que não conheço, só por isso já valeu a pena conhecer esse vinho.

O Alandra tinto possui cor rubi brilhante. Aroma de frutas vermelhas com um toque herbáceo. Corpo médio, equilibrado, fresco e com taninos “suaves”, o que faz desse vinho próprio para ser servido em um coquetel ou em uma refeição leve, um vinho para o dia a dia.

É importante levar em consideração o preço desse vinho, no Rei dos Whiskys custa R$ 18,58 e na Adega Curitibana apenas R$ 17,12, por esse valor podemos dizer que esse vinho é excelente, um belíssimo custo/benefício! É bom lembrar que o Alandra vem com uma assinatura de peso; a do Esporão.

Crasto Douro DOC 2008.

Situada na margem direita do Rio Douro, entre a Régua e o Pinhão, a Quinta do Crasto, é uma propriedade com cerca de 130 hectares, dos quais, 70 são ocupados por vinhas. Com localização privilegiada na Região Demarcada do Douro, é propriedade da família de Leonor e Jorge Roquette há mais de um século. Tal como as grandes Quintas do Douro, a sua origem remonta a tempos longínquos (o nome Crasto, deriva do latim castrum, que significa Forte Romano). Após inúmeros investimentos em modernização, a Quinta utiliza as mais avançadas tecnologias de vinificação, que associada á paixão que é colocada na elaboração dos vinhos, levou ao reconhecimento a Quinta do Crasto pelos principais críticos internacionais.

Entre tantas boas opções produzidas por essa vinícola, escolhi para comentar hoje o Crasto Douro DOC da safra de 2008, produzido a partir das castas; Tinta Roriz, Tinta Barroca, Touriga Franca e Touriga Nacional. Esse vinho apresentou cor rubi com reflexo violáceo. Aroma intenso de frutas negras, seguido de um floral muito agradável e um toque de especiarias. Na boca veio a grande surpresa, muito gostoso, equilibrado, taninos redondos, bem estruturado e um bom final.

Gostei muito desse vinho, pela qualidade seu custo/benefício é dos melhores, encontrei o Crasto tinto em várias lojas, no Rei dos Whiskys está custando R$ 54,00, na Adega Imigrantes sai por R$ 56,00. Sou suspeito na avaliação de vinhos portugueses, pois sou fã de carteirinha deles, mas sem demagogia esse merece um lugar de destaque na galeria dos “Vinhos Bons e Baratos!”.

Rapariga da Quinta Tinto 2006.

A vinícola Herdade dos Grous, propriedade da família Pohl desde 1996, está localizada em Albernoa, no concelho de Beja, Alentejo, a sul de Portugal. Com 700 hectares encontra-se dividida em diferentes áreas de exploração agrícola das quais se destaca a vinha com 70 hectares. Possui uma barragem de 98 hectares está localizada no meio da Herdade e é utilizada para a rega das várias culturas que se desenvolvem na Herdade, assim como para fins turísticos.

Dessa vinícola destaco o vinho Rapariga da Quinta, elaborado pelo renomado enólogo português Luis Duarte com as castas Alicante Bouschet, Aragonês e Trincadeira. Estágiou por 6 meses barrica carvalho Americano e Francês. Sua cor um rubi brilhante, possui aroma complexo que remetem a frutas vermelhas, mas destaco também baunilha e chocolate provenientes da madeira e pro fim notas de especiarias. Corpo médio, equilibrado com boa acidez e estrutura de taninos, final longo e persistente.

Vinho fácil de agradar e harmonizar, vai muito bem com pizza. Comprei na adega do Makro, custou R$ 32,00, valor baixo para um vinho como esse, acima da média em sua faixa de preço.

Os vinhos bons e baratos que encontramos nos supermercados - Makro.


87 - Pegos 2005
Palmela, Portugal
Vinho da região da Península de Setúbal, feito com a uva Castelão, proveniente de vinhedos velhos, com mais de 40 anos. Feito por pisa e envelhecido em carvalho francês e português. Boa estrutura e muita fruta. R$ 17,69 (importado pelo Makro)

85 - TerraMater Cabernet Sauvignon Vineyard Reserve 2009
Maipo Valley, Chile
Vinho leve, com bons aromas frutados e ligeiro no paladar. Simples, mas nada que comprometa. R$ 19,88 (importado pelo Makro)

84 - Quara Syrah 2006
Cafayate/Salta, Argentina
Vinho fresco e leve elaborado pelas bodegas Lavaque. Boa fruta e final curto. R$ 18,90 (importado por La Pastina)

84 - Gato Negro Merlot 2008
Valle Central, Chile
Vinho popular da vinha San Pedro. Rico aroma de frutas vermelhas, mas um pouco desequilibrado no paladar. R$ 19,90 (importado pela La Pastina)

81 - Familiar 2008
Douro, Portugal
Entra na categoria dos vinhos de mesa. Boa fruta no aroma, ligeiro amargor no paladar, curto, sem atrativos. R$ 10,45 (importado pelo Makro)

81 - Feitoria 2007
Douro, Portugal
Vinho elaborado pela Real Companhia Velha. Também muito simples, sem grandes atrativos e com o agravante de custar mais do que o dobro do Familiar, elaborado pela mesma vinícola. R$ 25,65 (distribuição Makro)