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Pequenos produtores organizam degustações no campo.

 
Começa a tomar corpo em São Paulo uma nova modalidade de turismo rural. São pequenas propriedades despidas de luxos, sem piscinas ou monitores, que mostram a vida no campo.
Uma delas é a Fazenda Santa Adelaide Orgânicos, em Itatiba (a 84 km da capital), do francês David Ralitera. "Em meu país, o turismo rural é tradição entre pequenos produtores. Aqui, ainda se foca no entretenimento, não na experiência gastronômica", compara. "A linguiça de Bragança, por exemplo, é uma marca forte, mas não se consegue visitar um produtor sequer."

Quem quiser percorrer o roteiro por conta própria encontra o caminho da roça abaixo. Mas já existem empresas que levam o paulistano ao campo com um mínimo de conforto.

 
Onde estão os pequenos produtores adeptos do turismo rural: 
 
FAZENDA BARRA GRANDE
A propriedade dos sitiantes Malaquias Cristófani e dona Lazinha abriga um engenho de 1860, movido a roda d'água, que produz as cachaças Santo Grau Itirapuã e Barra Grande (esta de comercialização local) e fubá. A produção das bebidas se concentra de julho a dezembro -em outros períodos, os visitantes são bem-vindos, mas não veem o engenho funcionando. Quem faz reserva com antecedência tem direito a almoço preparado em fogão a lenha por dona Lazinha.
- ONDE FICA Itirapuã
- DISTÂNCIA DE SÃO PAULO 430 km
- TRAJETO rodovias dos Bandeirantes (SP-348), Anhanguera (SP-330), Cândido Portinari (SP-334) e Prefeito Fábio Talarico (SP-345)
- QUANDO de segunda a sábado, das 8h às 18h
- PREÇO na fazenda, o litro da cachaça Santo Grau custa R$ 30 e o quilo do fubá, R$ 3
- CONTATO (16) 3625-5768

FAZENDA SANTA ADELAIDE ORGÂNICOS
Em dez hectares, o publicitário francês David Ralitera cultiva cerca de 80 variedades de legumes e hortaliças orgânicos, com destaque para espécies em extinção, caso do tomate coração de boi e da cenoura preta. As visitas acontecem por meio do programa Expedições ao Leo, organizado pela FoodPass.
- ONDE FICA Itatiba
- DISTÂNCIA DE SÃO PAULO 84 km
- TRAJETO Rodovias dos Bandeirantes (SP-348) e Anhanguera (SP-330)
- QUANDO próxima visita no dia 18
- PREÇO R$ 250 por pessoa (sem traslado) e R$ 300 (com transporte que sai às 9h no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo). Inclui almoço com caipirinhas, cervejas artesanais e vinhos da importadora Zahil
- CONTATO foodpass.com.br

VIVEIRO FRUTOPIA
Além de frutas vermelhas (framboesa, amora e mirtilo), Rodrigo Veraldi cultiva azeitonas das espécies arbequina, frantoio e maria da fé e uvas viníferas cabernet franc, cabernet sauvignon, shiraz, pinot noir, merlot e sauvignon blanc -seus azeites e vinhos são servidos exclusivamente no restaurante da propriedade, o Entre Vilas. O sistema "pick and pay" permite que os visitantes colham frutas e paguem por peso -leve bolsa térmica.
- ONDE FICA São Bento do Sapucaí
- DISTÂNCIA DE SÃO PAULO 180 km
- TRAJETO rodovias Presidente Dutra (BR-116) e Monteiro Lobato (SP-50), com 5,5 km sem asfalto
- QUANDO diariamente, de dezembro a junho (época da colheita), com agendamento. O restaurante funciona de sexta a domingo, somente para almoço
- PREÇO o quilo de frutas vermelhas custa de R$ 15 a R$ 25 no sistema "pick and pay"; os azeites custam R$ 25 (250 ml) e os vinhos, R$ 60 (750 ml)
- CONTATO (12) 99745-9897 

ARROZ RUZENE
O anfitrião é Francisco Ruzene, o Chicão, que produz dez espécies de arrozes especiais -entre elas o miniarroz da linha Retratos do Gosto, lançado pelo chef Alex Atala. São duas propriedades: em uma delas, de quatro hectares, fica a área de pesquisa, onde Chicão desenvolve os cruzamentos das espécies; na outra, de 170 hectares, está a plantação propriamente dita. Após a visita, é possível adquirir os produtos a preço de atacado.
- ONDE FICA Guaratinguetá
- DISTÂNCIA DE SÃO PAULO 177 km
- TRAJETO rodovia Presidente Dutra (BR-116), com 4 km sem asfalto
- QUANDO de seg. a sex., com agendamento
- PREÇO R$ 50 por pessoa; os pacotes de 500 g de arroz custam de R$ 5 (cateto) a R$ 10 (preto ou míni)
- CONTATO (12) 3642-3999

ADRIANA LOPEZ
A historiadora instalou uma padaria e uma salumeria em seu sítio. A produção de pancetta, guanciale, copa-lombo, lombo, bresaola e speck ocorre de março a dezembro -por ano, Adriana matura até uma tonelada de carne. Mesmo fora da temporada, os visitantes podem adquirir os produtos embalados a vácuo. As fornadas de pães (ciabatta, focaccia, entre outros) saem pela manhã, mas é preciso encomendar com antecedência.
- ONDE FICA São Bento do Sapucaí
- DISTÂNCIA DE SÃO PAULO 180 km
- TRAJETO rodovias Presidente Dutra (BR-116) e Monteiro Lobato (SP-50), com 5,5 km sem asfalto
- QUANDO nos fins de semana, com agendamento
- PREÇO o quilo dos embutidos custa de R$ 70 a R$ 85; os pães, R$ 12 a R$ 18
- CONTATO lopezad@terra.com.br
 
SÍTIO DO BELLO
Douglas e Cintia Bello se especializaram no cultivo de frutas nativas. A propriedade abriga mais de cem espécies provenientes dos biomas mata atlântica, cerrado e Amazônia, como buriti, açaí, araçá-boi, grumixama, uvaia, cambuci, umbu e cagaita do cerrado. Prová-las in natura, só no sítio por falta de logística, a produção é vendida só em polpas congeladas, ou já processadas na forma de geleias e doces. Nas visitas, que duram duas horas, é possível percorrer três trilhas entre os pomares, colher as frutas no pé e degustar sucos frescos. 
- ONDE FICA Paraibuna
- DISTÂNCIA DE SÃO PAULO 140 km
- TRAJETO rodovias Carvalho Pinto (SP-070) e Tamoios (SP-99), com 11,5 km sem asfalto
- QUANDO diariamente, com agendamento
- PREÇO a visita sai por R$ 20 por pessoa e o quilo das frutas custa entre R$ 10 e R$ 20
- CONTATO (11) 3664-7976
 
VIEIRAS DE PICINGUABA
Há três anos, 12 ex-pescadores associados produzem vieiras na praia de Picinguaba, em Ubatuba. O manuseio acontece no mar, em uma balsa, e os moluscos são mantidos em lanternas, estruturas tubulares com várias divisões internas. Parte da produção, de 300 dúzias por mês, é consumida pelos restaurantes D.O.M., AK Vila, Epice, Sakagura 1 e Shin Zushi, entre outros. Para visitar a balsa e comprar as vieiras vivas é preciso contratar uma pequena lancha, que leva até quatro passageiros, na praia de Picinguaba -o trajeto dura dez minutos. 
- ONDE FICA Ubatuba
- DISTÂNCIA DE SÃO PAULO 220 km
- TRAJETO rodovias Presidente Dutra (BR-116) e Oswaldo Cruz (SP-25)
- QUANDO diariamente, de manhã ou à tarde, com agendamento
- PREÇO vieiras custam R$ 45 a dúzia e o transporte, R$ 30 por pessoa
- CONTATO Rodirlei Soares (12) 99765-2847; Rosemar Castro (12) 99644-8748  
 
CAPRIL DO BOSQUE
Desde 2010, a empresária Heloisa Collins comanda uma queijaria especializada em produtos à base de leite de cabra. Ela cria 70 animais e produz queijos dos tipos chèvre à l'huile, camembert, pirâmide cendré, bûche, caprino romano e azul do bosque. As visitas terminam em um bistrô para 30 pessoas que funciona na propriedade -todos os itens do menu levam queijo de cabra como ingrediente. Uma vez por mês, Heloisa recebe alunos para uma oficina de queijos, organizada pela Farofa.la. 
- ONDE FICA Joanópolis
- DISTÂNCIA DE SÃO PAULO 120 km
- TRAJETO rodovia Fernão Dias (BR-381), com 1,5 km sem asfalto
- QUANDO sábados, domingos e feriados, das 12h às 19h; o restaurante funciona no almoço, com reserva
- PREÇO uma refeição com couvert, entrada, prato principal e sobremesa custa entre R$ 120 e R$ 130 por pessoa; o quilo dos queijos sai de R$ 22 a R$ 30
- CONTATO (11) 99609-0773
 
WARU
O designer e ativista ambiental Renato Inácio, criador do projeto Waru, recebe grupos de turistas para apresentá-los aos pequenos produtores de Piracaia. O ponto de encontro é o portal da cidade e o roteiro começa com um café da manhã com produtos da região. Os visitantes percorrem propriedades produtoras de hortaliças, carne suína, aves e ovos, milho, feijão, tilápias e até cerveja artesanal. À tarde, Inácio prepara o almoço em sua casa, uma construção ecológica em meio a verde com vista para o lago. A experiência é comercializada pela empresa Farofa.la. 
- ONDE FICA Piracaia
- DISTÂNCIA DE SÃO PAULO 90 km
- TRAJETO rodovia Fernão Dias (BR-381)
- QUANDO próxima visita no dia 8 de fevereiro
- PREÇO R$ 90 por pessoa
- CONTATO www.farofa.la  
 
SÍTIO GRALHA AZUL
O casal Alexander Van Parys e Laura Prada cultiva cerca de 40 espécies de hortaliças, grãos, frutas e ervas aromáticas orgânicos -alguns estão ameaçados de extinção, como o milho vermelho e o feijão espírito santo. O sítio ainda abriga uma microcervejaria, a Montanhesa, que fabrica até 250 litros mensais da blond ale Abati. Nas visitas, que duram duas horas, os turistas percorrem a lavoura e a cervejaria e degustam os produtos. 
- ONDE FICA Santo Antônio do Pinhal
- DISTÂNCIA DE SÃO PAULO 170 km
- TRAJETO rodovias Presidente Dutra (BR-116) e Floriano Rodrigues Pinheiro (SP-123), com 3 km sem asfalto
- QUANDO diariamente, com agendamento
- PREÇO R$ 50 por pessoa, com degustação
- CONTATO alex@montanhesa.net
 
SÍTIO DO BELLO
O casal Douglas e Cintia Bello se especializou no cultivo de frutas nativas do Brasil. A propriedade de 100 mil m² abriga mais de 100 espécies provenientes dos biomas Mata Atlântica, Cerrado e Amazônia, como buriti, açaí, araçá-boi, grumixama, uvaia, cambuci, umbu e cagaita do cerrado. Prová-las in natura, só no sítio - por falta de logística de transporte, Bello só vende sua produção em polpas congeladas, ou já processadas na forma de geleias e doces. Nas visitas, que duram 2 horas, é possível percorrer três trilhas entre os pomares, com diferentes graus de dificuldade, colher as frutas no pé e degustar sucos frescos 
- ONDE FICA Paraibuna
- DISTÂNCIA DE SÃO PAULO 140 km
- TRAJETO rodovias Carvalho Pinto (SP-070) e Tamoios (SP-99), com 11,5 km sem asfalto
- QUANDO diariamente, com agendamento
- PREÇO a visita sai por R$ 20 por pessoa e o quilo das frutas custa entre R$ 10 e R$ 20
- CONTATO (11) 3664-7976  
 
FAZENDA BARRA GRANDE
Propriedade de 200 hectares dos sitiantes Malaquias Cristófani e Dona Lazinha abriga um engenho de 1860, movido a roda d'água, que produz as cachaças Santo Grau Itirapuã e Barra Grande (esta de comercialização local) e fubá. A produção das bebidas se concentra de julho a dezembro -em outros períodos, os visitantes são bem-vindos, mas não vêem o engenho funcionando. Quem faz reserva com antecedência merece recepção VIP, com direito a almoço preparado em fogão a lenha por Dona Lazinha.
- ONDE FICA Itirapuã
- DISTÂNCIA DE SÃO PAULO 430 km
- TRAJETO rodovias dos Bandeirantes (SP-348), Anhanguera (SP-330), Cândido Portinari (SP-334) e Prefeito Fábio Talarico (SP-345)
- QUANDO de segunda a sábado, das 8h às 18h
- PREÇO na lojinha da fazenda, o litro da cachaça Santo Grau custa R$ 30 e o quilo do fubá, R$ 3
- CONTATO (16) 3625-5768 

Napa Valley: "The California dreaming of wine lovers".

Napa Valley engloba cinco importantes cidades vinícolas: American Canyon, Calistoga, Santa Helena, City of Napa e Yountville. A região tem cerca de 150 vinícolas, segundo o Califórnia Wine Institute, e boa parte produz excelentes cabernet sauvignon, chardonnay, merlot e pinot noir. Apesar da fama dessas variedades, outros tipos de uva começam a ganhar espaço na região, como Cabernet Franc, Sangiovese, Sauvignon Blanc, Syrah e Zinfandel.

Parte da fama da região pode ser creditada ao esforço de Robert Mondavi (1913-2008), responsável pelo incremento da vinicultura no norte do Estado da Califórnia. Sua vinícola é parada obrigatória para quem vai à região pela primeira vez. O tour oferecido pela Mondavi Winery é um dos mais educativos e refinados de Napa.

Marinheiros de primeira viagem também devem visitar vinícolas históricas, como Christian Brothers e Beringer, que ostentam construções de pedra, incomum nos Estados Unidos. Visitantes de segunda viagem devem experimentar a rota Silverado Trail, que abriga vinícolas de alto padrão e é um bom refúgio para quem quer evitar o tráfego da highway 29, estrada que corta a região de Napa nas direções Norte e Sul.
Iniciantes e iniciados em degustação de vinho não podem deixar de visitar a região de
Carneros, que fica entre Napa e Sonoma e tem alguns dos melhores chardonnay e pinot noir da Califórnia. Também é ótima região para experimentar espumantes.


Quem quer fazer mais do que degustação deve visitar Calistoga, conhecida pelas "hot springs" (águas termais), spas, bons hotéis e restaurantes. Em Santa Helena, "The Culinary Institute of America" tem um ótimo restaurante e uma carta de vinhos californianos com cerca de 500 rótulos. A casa oferece cursos de formação para sommelier e chefe de cozinha. Também há programas rápidos, de uma semana a um mês, de culinária e vinhos para leigos.

Napa Valley Convention and Visitors Bureau
1310 Napa Town Ctr, Napa
Tel: 1 (707) 226-7459
www.napavalley.org 

Associação de vinicultores de Napa
www.napavintners.com 

Algumas vinícolas de Napa

Alpha Omega
Hwy 29 in Rutherford, Napa Valley
Tel: 1 (707) 963-9999
www.aowinery.com 

Anderson's Conn Valley Vineyard
680 Rossi Rd, Saint Helena.
Tel: 1 (800) 946-3497.
www.connvalleyvineyards.com 

Amicus Cellars
1405 Second St., Ste B, Napa
Tel: 1 (707) 963-9999
www.xwinery.com 

Alpha Omega
Hwy 29 in Rutherford, Napa Valley
Tel: 1 (707) 963-9999
www.aowinery.com 

Robert Mondavi
Highway 29, Oakville
Tel: 1 (707) 258-2597
www.robertmondaviwinery.com 

Beringer Vineyards
2000 Main St, St Helena
Tel: 1 (707) 967-4412
www.beringer.com 


Chateau Montelena Winery
1429 Tubbs Ln, Calistoga
Tel: 1 (707) 942-5105
www.montelena.com 

Domaine Carneros
1240 Duhig Road, Napa
Tel: 1 (707) 716-2788
www.domainecarneros.com 

Christian Brothers
4401 Redwood Rd., Napa
Tel: 1 (707) 252-3810
www.christianbrosretreat.com 

Bighorn Cellars
3105 Silverado Trail
Tel: 1 (888) 414-9463
www.bighorncellars.com 

Acacia Vineyard
2750 Las Amigas Road, Napa
Tel: 1 (707) 226-9991
www2.acaciavineyard.com 


Clos Du Val
5330 Silverado Trl, Napa
Tel: 1 (707) 261-5225 e 259-2200
www.closduval.com 

Cliff Lede Vineyards
1473 Yountville Cross Road, Yountville
Tel: 1 (707) 944-8642.
www.cliffledevineyards.com 

Oakville Ranch
7781 Silverado Trail, Napa
Tel: 1 (707) 944-9665
www.oakvilleranch.com


Fonte: UOL Viagem

Douro, uma paisagem única.

A região do Douro localiza-se no Nordeste de Portugal, rodeada pelas serras do Marão e Montemuro. A área vitícola ocupa cerca de 40000 hectares, apesar da região se prolongar por cerca de 250000 hectares. O rio Douro e os seus afluentes, como por exemplo o Tua e o Corgo, correm em vales profundos e a maior parte das plantações são encaixadas nas bacias hidrográficas dos rios.

Vejam algumas imagens espetaculares dessa que é uma das regiões vinicolas mais belas do mundo!

Enoturismo é inaugurado no vale do Rio São Francisco.

O governo da Bahia, em parceria com a Vinícola de Ouro Verde, lançou no último sábado (30) o Vapor do Vinho, passeio no Vale do rio São Francisco que inclui visita à vinícola e subida à eclusa do Lago de Sobradinho.


Na vinícola, o visitante conhece o ciclo vegetativo das uvas - a produção variada inclui shiraz, cabernet sauvignon e tannat. Depois, ele conhece o processo de elaboração de vinhos e espumantes, que compreende o esmagamento, visita à destiladora, ao local de fermentação e ao de engarrafamento. Ao final, o turista ainda participa de um minicurso de degustação de vinhos.

O passeio, segundo o secretário de Turismo Domingos Leonelli, tem como objetivo interiorizar o turismo na Bahia. Ele explica que há duas prioridades: "Promover e facilitar o acesso. O Vapor do Vinho inaugura uma nova alternativa de acesso. A visita à vinícola e ao processo de elaboração dos vinhos se soma à riqueza indiscutível do rio".

Didú Russo apresenta a melhor rota de vinhos da Argentina.

Apreciar alguns dos melhores vinhos da América do Sul ao lado de quem entende de verdade sobre o assunto é oportunidade para poucos. Os apaixonados pela bebida terão a chance de conhecer as principais vinícolas da região da província de Mendoza, na Argentina, em uma experiência de enoturismo junto com o renomado sommelier brasileiro Didú Russo.

Entre os dias 14 e 17 de outubro, a operadora de turismo Tia Augusta vai disponibilizar a excursão “Mendoza e seus Vinhos com Didú Russo“. Dez casais poderão desfrutar a beleza natural, história e os bons vinhos da famosa região produtora na Argentina.

O roteiro se inicia com uma pequena visita à parte antiga e ao centro histórico da capital Mendoza. “Os turistas vão conhecer o Bairro Cívico, o Parque General São Martin com o Cerro da Gloria, o Estádio mundial e o Teatro Grego Frank Romero Day, cenário do ato central da Festa Nacional da Vindima”, conta Filipe Fortunato, diretor-executivo da Tia Augusta.

Após o tour, a excursão parte para a esperada rota dos vinhos. Primeiramente serão visitadas as cidades de Luján de Cuyo e Maipú, no centro da província. Destaque para as vinícolas Famíla Zuccardi e Catena Zapata, com a degustação dos vinhos locais incluída.

No dia seguinte, os enoturistas conhecem o Oásis Mendocino, em Luján de Cuyo, com vista às renomadas vinícolas Norton, Nieto Senetiner e Lagarde, sempre com direito a almoço e muito vinho.

Após conhecer os principais estabelecimentos da região de Mendoza, o guia local e especializado ensinará sobre os vinhos mendocinos, seus processos de elaboração, sistemas de condução da vindima, assim como os segredos e técnicas de degustação.

Além da companhia de Didú Russo, o grupo terá a seu lado Augusta e Paschoal Fortunato, diretores da operadora. “O Wine Tours é fantástico. Ter um sommelier presente o tempo todo com o turista e a companhia do Tio Fortunato e da Tia Augusta é ainda melhor”, afirma Didú.

Didu Russo é o criador da Confraria dos Sommeliers – que reúne os principais entendedores deste ramo no Brasil –, escreve sobre o assunto há quase 20 anos e é nome freqüente em palestras sobre vinhos e degustação.

Mais informações:

Felipe Mazorca – felipe@linhaselaudas.com.br
Renata Firace – renatafirace@linhaselaudas.com.br
Arthur Pradella – arthurp@linhaselaudas.com.br
Tel: (11) 3465-5888

Arnold Schwarzenegger proclama Mês do Vinho da Califórnia.

O governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger acaba de declarar setembro de 2010 o Mês do Vinho da Califórnia. Em uma proclamação assinada no dia 19 de agosto, o governador mais famoso dos Estados Unidos proclamou que esse mês de setembro será dedicado a celebrar "a rica história da vinificação na Califórnia e o futuro brilhante desde importante setor".

De degustações especiais a tours pela colheita, os vinicultores californianos estarão realizando diversos eventos ao redor do estado para celebrar a ocasião. O governador Schwarzenegger está encorajando consumidores locais e turistas a aproveitar as comemorações para se tornarem mais familiares com esta parte da cultura californiana. Lar de mais de 4.600 produtores de uva e de três mil vinícolas, a Califórnia soma 90% dos terrenos dedicados à produção vitivinícola dos EUA.
Fonte: O Melhor Vinho.

Museu da Uva e do Vinho em Caxias do Sul.

A atividade marcante na região de colonização italiana no Rio Grande do Sul foi a vitivinicultura. Foi por meio dela que obteve-se algo mais que a própria sobrevivência na pequena propriedade rural. Apesar dos acidentes geográficos, do solo muitas vezes pobre, a uva Isabel expandiu-se, resistindo às pragas. Firmou uma paisagem cultural inconfundível.

Cantinas domésticas, vinícolas e produtores sempre tiveram dificuldades com a expansão do mercado comercial. Em 1929, diante de uma grave crise do setor, um grupo de produtores reuniu-se e formou a Cooperativa Vitivinícola Forqueta, a primeira do gênero na América Latina. Ainda em funcionamento, seu amplo prédio é também um testemunho arquitetônico e bem cultural. Por meio de uma parceria entre a Cooperativa e a Secretaria da Cultura/ Departamento de Memória e Patrimônio Cultural, constituiu-se o Museu da Uva e do Vinho Primo Slomp, em 2002, ocupando pequena parte da edificação.

A exposição de longa duração reúne peças, objetos, utensílios e equipamentos que demonstram a fase artesanal do fabrico do vinho, momento histórico em que se deu a afirmação econômica do imigrante e de seus descendentes. Este acervo foi formado por várias doações de particulares e reunido pelo Museu Municipal, ao longo do tempo, portanto representativo de uma identidade cultural.

Também estão expostos utensílios relativos ao cultivo e colheita da uva e recipientes para seu armazenamento, além de instrumentos de trabalho característicos dos ofícios correlatos - artesãos da cestaria e da tanoaria. Pode-se observar o esmero e a técnica no uso da madeira, do pequeno barril às grandes pipas onde o vinho aguardaria maturação.

Em espaço contíguo, a Cooperativa instalou o Espaço Cultural. Além da degustação e/ou aquisição dos vinhos, sucos e produtos coloniais, o visitante pode ser surpreendido por apresentações do Grupo Felice Persone - canções e histórias bem humoradas - autêntico representante desta tradição italiana denominada "filó".

Horário de Visitação:
Terça-feira a domingo, das 9h às 17h
Rua Luiz Franciosi Sério, 350
Caxias do Sul
Fones: (54) 3221.2423 e 3206.1576
museumunicipal@caxias.rs.gov.br

Enoturismo na Serra Gaúcha vai bater recorde em 2010.

O Rio Grande do Sul é responsável por 90% da produção dos vinhos nacionais. O Estado tem mais de 700 vinícolas e, em 2009, cerca de 430 milhões de litros de vinhos, sucos e outros derivados da uva foram produzidos na região. Com a fama, alguns produtores desenvolveram o enoturismo, modalidade de atração de turistas que tem a bebida como grande chamariz. E o enoturismo no Estado está em franca ascensão.

Em 2009, o enoturismo na região do Vale dos Vinhedos atraiu 182 mil pessoas, segundo dados da Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale). O número foi quase 20% maior que o do ano anterior, quando a atividade atraiu 153 mil turistas. O enoturismo não é uma atividade-fim, mas uma ferramenta para que os produtores estimulem a venda de vinhos. Se o desempenho previsto para a alta temporada se repetir ao longo de 2010, o número de visitantes pode passar de 200 mil este ano.
O Vale dos Vinhedo é constituído por 15 cidades da Serra Gaúcha, a estimativa é que 85 mil visitantes passem pela região entre junho e agosto deste ano, alta de 15% na comparação com o mesmo período de 2008, quando foram recebidos 77 mil turistas.
A Casa Valduga, de Bento Gonçalves (RS), no Vale dos Vinhedos, foi a primeira do Brasil a criar um complexo turístico dentro de uma vinícola, no final da década de 70. Dentro da vinícola há uma pousada, com 24 apartamentos, quatro restaurantes e programações para que o visitante conheça de perto como o vinho é feito e como é uma plantação das uvas, já que os parreirais são o quintal da vinícola.

O passeio pela vinícola é sempre acompanhado por um guia que explica desde como a uva é plantada até o momento em que o vinho é engarrafado. Durante a visita, uma taça de espumante é servida aos visitantes dentro do depósito onde os vinhos adormecem. A casa não trabalha com grupo de excursões grandes, pois privilegia o contato mais próximo com seus clientes. “Queremos dar atenção aos nossos visitantes. Por isso o número é sempre limitado”.

Há na região do Vale dos Vinhedos cerca de 30 vinícolas abertas à visitação. Desde 2007, a Don Guerino, na cidade de Alto Feliz, oferece o enoturismo aos visitantes da região. A vinícola recebe uma média de 400 clientes por mês, segundo Maicon Motter, diretor comercial da empresa. Ele afirma que 30% das vendas são originadas das visitações feitas pelos turistas. “Essa prática é muito importante para o setor porque fortalece a imagem do vinho nacional e fideliza os consumidores”, afirma o executivo.

Fonte: IG - Daniela Barbosa.

Roteiro do Vinho, um encontro com as belezas, aromas e sabores da Serra Gaúcha.

A Terra Bela Turismo disponibiliza programas de enoturismo na região da Serra Gaucha em todas as estações do ano. Entre estes programas está o Roteiro do Vinho (cinco dias e quatro noites) que percorre as principais microrregiões vitivinícolas da Serra Gaúcha - Vale dos Vinhedos, Vinhos dos Altos Montes, Rota dos Espumantes e Vinhos de Montanha.

Neste programa estão incluídas visitas diferenciadas as vinícolas com degustação, refeições típicas e outras especialmente elaboradas por chefs da região, atrações culturais referentes à região de colonização italiana, acompanhamento de guia especializado e hospedagem. O Roteiro do Vinho é realizado todos os meses em datas pré-determinadas.

Além do programa de cinco dias, é oferecido condições especiais para grupos fechados, como associações, confrarias ou simplesmente grupo de amigos que podem optar pelas datas e quantidade de dias do roteiro. A operadora também presta atendimento individual ou para casal, no qual o visitante pode configurar o passeio conforme seu interesse e disponibilidade.

Terra Bela Turismo
http://www.terrabela.com.br/

Concha y Toro, um passeio pela história do vinho.

Um passeio pela história do vinho. Assim pode ser definida a visita à Concha y Toro, a maior e mais importante vinícola do Chile e da América Latina. Logo ao chegar, entende-se porque Concha Y Toro é uma das vinícolas mais procuradas pelos turistas e amantes dos vinhos. A paisagem é fascinante. Em grande parte dos 750 hectares (com as mais nobres uvas francesas tais como o Chardonnay, Sauvignon Blanc, Merlot, Pinot Noir, Semillon e Gewurztraminer), extensos campos verdes formam um horizonte de perder de vista. As flores, que emolduram as construções, deixam o ambiente romântico. A visita é bastante agradável e se inicia com um pequeno filme sobre a criação da Concha y Toro.

O tour passa pela linda casa (chamada de Casona) na propriedade, cercada de jardins, com um lago e muitas roseiras, onde habitava Don Melchior e seus parentes; pelos campos cobertos por parreiras, conhecendo os tipos de uvas, inclusive a carmenere, que é oriunda da França, mas hoje em dia exclusiva do Chile; por todas as etapas de produção; e finalmente uma seção de degustação de tais preciosidades, acompanhada de tapas (petiscos), onde os enólogos dão uma pequena aula aos leigos no assunto, com dicas de como segurar na taça, sentir o cheiro da bebida e prová-la.

Mas o ponto alto da visita é conhecer o local chamado Casillero del Diablo (Adega do Diabo), onde estão as garrafas do precioso vinho e no qual se criou uma lenda que começou há mais de cem anos, em 1891, quando o fundador da marca resolveu reservar para si os melhores vinhos das safras de suas vinícolas. Como uma forma de manter inalteradas as condições de temperatura e unidade, estes vinhos foram guardados ao fundo de uma magnífica adega (em espanhol “casillero”) subterrânea, um depósito especialmente destinado a este fim. Passado algum tempo Don Melchor de Concha y Toro percebeu que estes vinhos estavam desaparecendo misteriosamente. Depois de inúmeras conversas chegou a conclusão que estavam sendo roubados por pessoas das redondezas. Diante disto, para cessar o sumiço dessa reserva preciosa, espalhou o boato de que o próprio diabo vivia dentro do porão no qual os vinhos estavam guardados. A história funcionou. O medo afastou todos os ladrões, e, nunca mais, sequer uma garrafa voltou a desaparecer. Nascia assim o vinho Casillero del Diablo (a Adega do Diabo). Essa história é narrada aos turistas por uma voz macabra dentro da adega subterrânea. As luzes se apagam, uma gargalhada ecoa e na parede surge uma imagem encapuzada projetada do diabo. É um dos momentos mais divertidos do passeio.

Um passeio divertido pela região de São Roque em São Paulo.

São Roque mantém a tradição de “Terra do Vinho” desde a vinda dos imigrantes italianos e portugueses no final do século XIX. Inúmeras vinícolas estão próximas à Zona urbana, dentre as quais várias possuem estrutura com restaurante. Em algumas adegas é possível o acesso à produção (tonéis, engarrafamento, degustação, acervo de máquinas antigas na produção do vinho).

O Roteiro do Vinho, Gastronomia e Lazer é o destino certo para quem busca contato com a natureza. Nesse Passeio, você poderá degustar bons vinhos, almoçar com sua família e um bom restaurante pertinho de São Paulo, visitar sítios, pesqueiros, plantações de uvas e alcachofras, ranchos, fazendinhas e saborear produtos típicos da região.

Dentre as diversas vinícolas espalhadas pela região, a Goes certamente é a mais tradicional. Desde 1938, a família de Gumercindo Góes, um dos pioneiros produtores de vinho do Brasil, mantém o mesmo cuidado e dedicação na produção das uvas e elaboração de seus vinhos, oferecendo produtos adequados ao paladar brasileiro. Além da matriz em São Roque (SP) a vinícola conta com uma unidade produtora na Serra Gaúcha em Flores da Cunha (RS), com instalações, equipamentos modernos e capacidade para produção de 10 milhões de litros/ano.

O que podemos destacar dessa vinícola é o Quinta Jubair Cabernet Sauvignon, que possui cor violácea intensa, aromas acentuados frutas vermelhas, corpo médio. Um vinho muito simples. Sabemos que a região de São Roque não produz vinhos de grande qualidade, mas vale muito pelo passeio, onde você pode passar um dia agradável e conhecer um pouco sobre a história do vinho em São Paulo.

Vai ao Vale do Vinhedo? Não deixa de conhecer o "Caminhos de Pedra".

O roteiro Caminhos de Pedra visa resgatar a cultura que os imigrantes italianos trouxeram à serra gaúcha desde 1875. O projeto surgiu a partir de um levantamento do acervo arquitetônico de todo o interior do município de Bento Gonçalves, realizado no ano de 1987. Constatou-se então que o Distrito de São Pedro possuía o maior número de casas antigas, conservava sua cultura e história, tinha acesso fácil e, conseqüentemente, um grande potencial turístico.

Após a organização da Associação Caminhos de Pedra e de um amplo trabalho de restauração das propriedades, montou-se um projeto abrangente que contemplava o resgate de todo patrimônio cultural da região, envolvendo língua, folclore, arte, culinária, costumes etc.

Para todos que vão à cidade de Bento Gonçalves para visitar as vinícolas do Vale dos Vinhedos, recomendo que reservem um dia para visitar os Caminhos de Pedra que te levará a uma “viagem” ao tempo da colonização italiana no sul do Brasil. Veja abaixo algumas das principais atrações desse roteiro.

Casa dos doces Predebon: construída em tijolos maciços à vista, com características arquitetônicas típicas italiana. Produz e oferece no varejo, que funciona no porão de pedra da família, variados doces de frutas cultivadas na propriedade.

Casa Bertarello - restaurante Nona Ludia: casa construída por volta de 1880 pelo imigrante Giuseppe Dall'Acqua. Foi adquirida pela família Bertarello, por volta de 1925. Atualmente é propriedade de Hari Bertarello, e abriga restaurante típico colonial italiano.

Casa do tomate: a família Lerin, fiel às suas raízes produz e comercializa no local derivados de tomate: extrato, molho, suco, tomate seco. O visitante poderá observar o processo de fabricação na agro-indústria que funciona em frente à residência.

Casa da ovelha: prédio em madeira construído em 1917, de grande valor histórico para a comunidade. Funcionou como negócio da família Venzon. Posteriormente foi adquirido pela família Cavalet. O visitante, pode observar o processo de industrialização de queijos, iogurtes, doces, molhos, pode também ver o rebanho de ovelhas, e degustar no porão/varejo os produtos da casa.

Casa do artesanato e das massas: na casa construída por volta de 1910, Edemilsom Tomasi recebe o visitante colocando à disposição do mesmo uma grande variedade de peças artesanais, com destaque para a madeira e a arte da tanoaria (construção de recipientes em madeira). Na cozinha da velha casa funciona também outro estabelecimento tradicional do roteiro que é a Casa das Massas.

Casa da tecelagem: no velho casarão de 1915, a família de Justina Foresti Cavalet, mantém a produção manual de tecidos, (mantas, tapetes, etc.) em históricos teares artesanais. Além de presenciar o processo de produção o visitante poderá adquirir artigos confeccionados na casa.

Restaurante Casa Vanni: casa de madeira e porão em pedras regulares, construída em 1935, por Pietro Strapazzon, pertencente atualmente à família Vanni. O porão foi transformado em restaurante que serve um cardápio italiano diferenciado à base de risotos e massas.

Cantina e Casa Strapazzon: casa totalmente em pedra irregular construída por volta de 1880, pelo imigrante Giovanni Strapazzon. Foi cenário, em 1995, de algumas cenas do filme "O Quatrilho". No local são acolhidos os visitantes e explica-se todo o processo de elaboração do vinho. No porão o visitante pode degustar e adquirir produtos coloniais como: queijo, salame, copa, vinhos, grapa, suco de uva etc.

Vinícola Salvati & Sirena: funciona num prédio em formato octogonal, construída com pedras basálticas irregulares, extraídas no próprio local. O atendimento é realizado por membros da própria família com degustação de vinhos finos varietais e suco de uva, além de contar com varejo de produtos típicos.

Casa da Erva-Mate: construída no local onde funcionava o antigo moinho Cecconello. No local é feita a demonstração do processo de produção artesanal com históricos soques movidos à roda d'água. No varejo, que funciona no porão da residência da família Ferrari, é oferecida degustação de chimarrão e uma grande variedade de artigos ligados ao mesmo.

Para quem é turista excêntrico!

Dormir dentro de um barril de vinho de 14,5 mil litros parece uma boa ideia para muitos apreciadores de vinho ou apenas turistas excêntricos. Eles lotam o hotel Serre de Vrouwe (www.hotel-vrouwevanstavoren.nl), no antigo porto de Stavoren, uma pequena cidade na Holanda, em busca dos quartos feitos de barris reciclados. Depoimentos de visitantes no site dizem que ainda é possível sentir o cheiro do vinho nas acomodações. Que tal?

As muitas opções de turismo pelas vinícolas chilenas.

Fonte: Folha de São Paulo, Margarete Magalhães

O que não falta ao Chile são vinícolas para serem descobertas. Sobram também vales onde crescem as uvas: Maipo, Curicó, Maule, Rapel, Casablanca, Aconcágua, San Antonio, Cachapoal, Itata, Bio Bio.

As vinícolas mais próximas, a cerca de três horas de carro, ficam nos vales Central e do Aconcágua, ao sul e ao norte da capital respectivamente. Cada uma delas tem suas sub-regiões e, por vezes, ainda há outras zonas específicas. O vale Central reúne os vales de Maipo, Rapel, Curicó e Maule. Dentro do Rapel, há outra área famosa, o vale do Colchagua (a 180 km da capital). Rumo ao norte, o vale do Aconcágua subdivide-se em Casablanca e Aconcágua.

Outro critério na hora de definir um circuito de enoturismo é optar por uma rota mais tradicional ou por uma mais nova ; ou ambas para ver a diferença. Para quem está atrás da primeira opção, tanto Maipo quanto Colchagua (www.colchaguavalley.cl) congregam as bodegas mais antigas do país, muitas do século 19. A Cousiño Macul (www.cousinomacul.cl), em Maipo, é a mais antiga do Chile, de 1856. Maipo também tem vinhas tradicionais, como a Undurraga (www.undurraga.cl), de 1885, e a Concha y Toro (www.conchaytoro.cl), de 1883.

Nesse caso, o critério distância pode se aliar ao de preferência da marca. A Concha y Toro, embora tenha vinhas não apenas em Maipo mas também em Colchagua e Casablanca, recebe turistas para visitação a 30 km de Santiago, em Pirque. Em Colchagua, a Casa Silva (www.casasilva.cl) é a mais antiga do vale, e a Viu Manent (www.viumanent.cl) fica numa vila espanhola com um jardim no meio. Turistas podem fazer um passeio de charrete pelas vinhas, enquanto o guia passa as explicações.

Já quem procura plantações recentes, deve ir para um dos vales da moda, o de Casablanca, a 80 km de Santiago, que fica no vale de Aconcágua. Deve-se tomar a rota 68, estrada que leva ao balneário de Viña del Mar.

Os primeiros hectares de uva foram cultivados ali em 1982 por Pablo Morandé, da vinícola que leva seu nome (www.morande.cl). Quem visitar as bodegas do novato vale de Casablanca verá que as construções para acolher turistas são mais grandiosas e novíssimas, se comparadas às do vale de Maipo. A Veramonte (www.veramonte.cl) foi fundada em 1990 e sua primeira produção, de 1996, tem menos de dez anos.

A ampla bodega de visitação, inaugurada dois anos depois, lembra as grandes vinícolas de Napa pela superestrutura (a casa em estilo clássico tem 7.896 m2). Com muitos vidros e uma sacada, os visitantes vêem a plantação de uva, tendo a cordilheira ao fundo.

Quem tem apreço pelo vinho branco certamente se deliciará com a bebida desse vale, de onde vêm hoje os melhores brancos do país, a plantação de Sauvignon Blanc e de Chardonnay ocupam 2.500 hectares em Casablanca.

Embora o forte seja o branco, na Veramonte vale provar o tinto Primus, um corte com Merlot, Carmenère e Cabernet Sauvignon.

Em um tour por vinícolas, os guias mostram a plantação, explicam quais as cepas de maior destaque no vale, as etapas da produção e mostram o maquinário. Cada vinícola tem sua história, como a adega da famosa Concha y Toro, na qual, reza a lenda, o fundador, Don Melchor, reservava os melhores vinhos para si num porão habitado pelo diabo. Causos à parte, em alguns locais o turista pode circular pelos barris onde está armazenada a bebida. O tour acaba com uma degustação. Ou melhor, com o visitante levando uma garrafa de vinho.

Mendonza, nem só de vinho vive o turismo local!

Fonte: Marcelo Bartolomei
Editor de Entretenimento da Folha Online


Se o Deus grego Baco passasse por Mendoza, cidade localizada no oeste da Argentina, ficaria fascinado com a diversidade de vinhos produzidos nas mais de mil bodegas locais, dos mais populares aos mais sofisticados. Mendoza representa 70% do vinhedo argentino e é responsável pela exportação de 20% do que produz.

Nos "Caminhos do Vinho", é possível degustar os mais diferentes tipos e conhecer o processo de suas fabricações, percorrendo parte das bodegas para entender porquê seu sabor é, às vezes, tão apurado. Há também um museu, onde a história da bebida é contada, e almoços e jantares com o melhor do vinho mendocino.

Mas nem só de vinho vive o turismo local. Por estar localizada ao pé da cordilheira dos Andes, Mendoza, cujo clima é seco e o céu quase sempre está ensolarado, é também sede de estações de esqui como Los Penitentes, uma das maiores (a Argentina é sede ainda da estação Las Leñas, a mais famosa), tem uma rica arquitetura, simpáticas praças e aventuras que podem tirar o fôlego dos mais sedentários.

Sua gastronomia, em maior parte baseada na culinária argentina, tem raras exceções nas compotas de frutas e leguminosas de fabricação caseira, parte da tradição mendocina do plantar-colher-produzir e consumir (ou, no caso, vender). A "parrillada" é típico para turistas e, em caso de maior intimidade, não pode se deixar de provar as empanadas mendocinas, que raramente são vendidas nas ruas.

Cidade média, Mendoza tem pouco mais de 1 milhão de habitantes, tem dois cassinos e diversidade de atrações culturais. Não cultiva com o mesmo fervor, no entanto, a boemia de Buenos Aires, distante 1.080 quilômetros. É que em Mendoza os bares têm dia certo para encher de gente, a paquera tem hora marcada e as noites não vão além das 3h.

Talvez por sua riqueza arbórea, pelas praças e pelos parques, além das visitas a locais históricos e a energia necessária para tudo isso, Mendoza não precise de noite mesmo. E com o turismo em crescimento, aliás, um dos planos do governo argentino para tentar driblar a crise- a cidade só ganha em infra-estrutura, lazer e programação cultural.

A viagem é indicada por ser tranquila, prazerosa e "saboreável", além de oferecer oportunidades raras de conviver em paisagens tão grandiosas e contrastantes num mesmo piscar de olhos.