Sistemas de conduções de videiras.

Logo que a primavera começa, o agricultor vai ao vinhedo e corta um galho da planta. Se o galho cortado estiver seco, significa que a videira ainda está em hibernação; mas se o galho liberar seiva ou o “choro da videira”, isso indica que a planta saiu do longo período de dormência e está despertando. Em algumas semanas os galhos secos que pareciam sem vida estarão repletos de folhas e de cachos pequenos.

A parreira é uma trepadeira, portanto precisa de condução para seus galhos. Os sistemas mais
comuns são os tipos latada, espaldeira e lira. Latada é o sistema que espalha os galhos horizontalmente. Oferece muito rendimento, mas diminui a qualidade, além de impedir que os cachos recebam luminosidade. Em caso de ataque de fungo, dificulta o tratamento e impede dispersão da umidade. Espaldeira é o sistema vertical de exposição da videira. Semelhante a uma cerca, facilita o manejo, a colheita e a ventilação. Sua construção é mais simples que a latada e produz menos. Lira é o sistema que mantém os galhos em dois planos suspensos inclinados, em formato Y. Visa maior produtividade, melhor exposição solar e maior qualidade. É uma alternativa que une os maiores rendimentos da latada à facilidade de manejo da espaldeira.


Durante a primavera, a videira desperta, brota, cresce, floresce e frutifica. Nesta fase o produtor capina o terreno, mantendo-o limpo, aplica a poda verde (retirada dos galhos e cachos excessivos) e faz a manutenção dos suportes e estacas das videiras. Nesta fase, ainda com resquícios do inverno, pode acontecer à noite geadas tardias, que chegam a destruir vinhedos inteiros, comprometendo a safra. As gemas que estão nascendo, ainda muito delicadas, estão completamente desprotegidas e morrem com o frio. Por isso, em muitas regiões, durante a noite, os produtores colocam fogareiros entre as vinha para dispersar o frio e garantir a proteção da videira.

Nenhum comentário:

Postar um comentário